sexta-feira, 21 de novembro de 2008

BB compra a Nossa Caixa

Rio - O Banco do Brasil anunciou ontem um dos negócios mais esperados no sistema financeiro brasileiro: a compra do banco Nossa Caixa por R$ 5,4 bilhões, em 18 parcelas, a partir de março de 2009. O acordo foi registrado em comunicado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo). Em valores atuais, as parcelas são de R$ 299,2 milhões, mas serão corrigidas pela variação da taxa básica de juros (Selic) do Banco Central, nas datas de pagamento.

As negociações entre o governo federal (dono do BB) e o governo do Estado de São Paulo (dono da Nossa Caixa) começaram no início do ano. A soma de ativos (bens, contratos, negócios, patrimônios) dos dois bancos deverá chegar a R$ 512 bilhões, segundo dados do Banco Central. Pelo acordo, o Banco do Brasil adquire o equivalente a 71% do capital social total da Nossa Caixa nas mãos do governo paulista.

“O valor da operação foi calculado com base em avaliações econômico-financeiras elaboradas por consultores contratados pelo Banco do Brasil, levando em consideração, entre outras metodologias, as perspectivas de rentabilidade futura e o fluxo de caixa descontado da Nossa Caixa”, informou em nota o Banco do Brasil.

A operação ainda está sujeita à aprovação da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo e demais órgãos competentes. Em São Paulo, o BB possui 772 agências em 358 municípios. A Nossa Caixa detém 552 agências e 1.672 pontos de atendimento, em 645 municípios. Com a aquisição, o Banco do Brasil cresce para 1.324 agências paulistas.

Ao concretizar a compra da Nossa Caixa, o BB acrescenta R$ 53,4 bilhões em ativos, que, antes da operação, já totalizavam R$ 459 bilhões. O BB também planeja a compra do Banco de Brasília (BRB) e estaria negociando a aquisição de parte do Banco Votorantin. Com a incorporação, o BB mantém a segunda posição, atrás do Itaú-Unibanco, com cerca de R$ 575 bilhões. Ativos do Bradesco, eram de R$ 422,7 bilhões em setembro. A compra foi fechada em reunião, quarta-feira, entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador de São Paulo, José Serra, no Palácio do Planalto. Lula quer devolver a liderança ao BB.

BB nega redução de agências

Logo após o anúncio da fusão entre BB e Nossa Caixa, o presidente do Banco do Brasil, Antônio Francisco de Lima Neto, afirmou que não haverá fechamento de agências de nenhuma das duas instituições financeiras. “Manteremos o atendimento na forma e locais onde existe hoje. A sobreposição de agência do Banco do Brasil e da Nossa Caixa é mínima. Não existe plano de fechamento de agências, mas sim busca de sinergia, de melhoria de atendimento”,, garantiu Lima Neto. Segundo ele, a população não será prejudicada com o negócio.
Entretanto, o presidente do BB não afastou a possibilidade de demissão de funcionários após a aquisição. Segundo ele, “se vai ocorrer ou não, depende do processo de incorporação. No entanto, vemos uma baixa sobreposição das instituições”. Lima Neto explicou ainda que a expectativa é de que as duas marcas sigam funcionando simultaneamente no prazo de um ano. “Vamos assumir a Nossa Caixa a partir da autorização da Assembléia Legislativa e do Banco Central. A estimativa é de que as duas placas conviverão por um ano, até que venha a se juntar definitivamente”, afirmou.

COMPRA AUMENTA A COMPETIÇÃO

A aquisição da Nossa Caixa pelo Banco do Brasil deixou satisfeitos o ministro da Fazenda, Guido Mantega e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Os dois acreditam que o resultado final foi positivo para o mercado. Para Meirelles, a negociação foi positiva. "A aquisição da Nossa Caixa pelo Banco do Brasil é uma iniciativa que vai contribuir para o fortalecimento do sistema financeiro nacional na atual conjuntura do mercado financeiro internacional", disse Meirelles em nota. Segundo o ministro, Guido Mantega, a compra equilibra a competição entre os grandes bancos brasileiros.“É positiva porque equilibra o jogo entre os grandes bancos e aumenta a competição. É bom que o Banco do Brasil e a Nossa Caixa sejam instituições fortes, que têm o poder de competir, de modo a beneficiar os correntistas que tomam crédito no mercado”, afirmou o ministro ao comentar a operação. Mantega disse ainda que a aquisição da Nossa Caixa fortalece os bancos públicos no momento de restrição de crédito. “É importante num momento atual de turbulência”, afirmou.

O Dia

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Montadoras nos EUA vão atrás de socorro; legisladores estão reticentes

SÃO PAULO - Representantes das três maiores montadoras dos Estados Unidos pediram ontem ajuda governamental emergencial para evitar um possível colapso. Após horas de um intenso debate, o discurso deles não parece ter convencido suficientemente os legisladores americanos para que se movimentam rapidamente pelo socorro.

A indústria automobilística está pressionando os congressistas dos EUA por um empréstimo de US$ 25 bilhões do pacote de US$ 700 bilhões aprovado para o setor financeiro. O senador republicano Michael Enzi, de Wyoming, avaliou, contudo, que não tem certeza de que a ajuda irá funcionar. "Existe pouca chance de que US$ 25 bilhões fará algo para promover o sucesso no longo prazo", observou.

O senador democrata Robert Casey discorda. "Não podemos perder centenas de empregos. "O que é uma recessão pode virar uma depressão se essas companhias falharem nos próximos meses", completou.

O setor automobilístico e alguns especialistas alegam que, sem o socorro federal, a General Motors (GM) poderia pedir proteção contra credores em questão de meses, seguida pela Ford e Chrysler. Essas três montadoras avaliam que podem ficar sem recursos até o fim do ano.

"Sem um suporte financeiro imediato, a liquidez da Chrysler pode ficar abaixo do nível necessário para sustentar as operações", declarou o presidente da empresa, Robert L. Nardelli.

Na audiência, os executivos das montadoras revelaram quanto precisariam se o pacote de empréstimo de US$ 25 bilhões passar pelo Congresso - de US$ 10 bilhões a US$ 12 bilhões para a GM, US$ 7 bilhões a US$ 8 bilhões para a Ford e US$ 7 bilhões para a Chrysler.

As companhias disseram que poderiam usar os recursos para pagar seus funcionários, cobrir os custos operacionais correntes e desenvolvimento de produtos.

Ainda ontem, o secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, comentou durante audiência na Comissão de Serviços Financeiros da Câmara, que o colapso de uma das montadoras deveria ser evitado, mas notou que dar acesso a indústria aos US$ 700 bilhões não é a resposta. "Não vejo isso como o propósito do programa de socorro", comentou.

(Juliana Cardoso | Valor Online, com agências internacionais)

Maior cervejaria do mundo, ABInbev nasce com dívida de US$ 65 bilhões

A ABInBev, resultado da compra da Anheuser-Busch pela InBev, se tornou ontem a maior cervejaria do mundo, com o fechamento do negócio acordado em julho. A empresa, entretanto, já surge com uma dívida de US$ 65 bilhões.

Na tarde de ontem, a InBev, já assinando como ABInBev (sigla resultante da fusão dos nomes Anheuser-Busch e InBev), anunciou que havia sacado US$ 54,8 bilhões para pagar à família Busch pela aquisição da fabricante da Budweiser. O acordo fixou o valor de US$ 52 bilhões pela empresa (ou US$ 70 por ação). A diferença de US$ 2,8 bilhões se refere a tarifas bancárias e a US$ 1,3 bilhão proveniente da dívida da Anheuser-Busch que a InBev está adiantando o pagamento agora.

Pelo negócio, a ABInBev assume não só a dívida com os bancos envolvidos no negócio, mas também os débitos restantes da companhia americana, que somam US$ 6,9 bilhões (já descontado o adiantamento de US$ 1,3 bilhão). Os bancos que participam da operação são: Banco Santander, Bank of Tokyo-Mitsubishi, Barclays Capital, BNP Paribas, Deutsche Bank, Fortis, ING Bank, JP Morgan, Mizuho Corporate Bank, Royal Bank of Scotland, Bank of America, BayernLB/Banque LBLux, Dresdner Bank, Intesa Sanpaolo, KBC Bank, Rabobank International, Scotia Capital, Société Générale e The Toronto-Dominion Bank.

Os US$ 65 bilhões são o resultado do financiamento, dessa nova dívida e também dos US$ 3,3 bilhões em débitos que a InBev já carregava.

Agora, o principal plano dos novos controladores da Anheuser-Busch é reduzir o endividamento da cervejaria resultante da fusão com a Inbev. "O foco é desalavancar", disse um dos controladores da cervejaria ao Valor.

A dívida, segundo analistas da consultoria BernsteinResearch e a própria InBev, deverá ser paga em até cinco anos. A primeira parcela a vencer é o empréstimo ponte de US$ 9,8 bilhões, com prazo para pagamento de seis meses contando desde ontem. Para essa parcela, a InBev pretende emitir ações e vender ativos que considera "não fundamentais para sua atividade", como parques de diversões e fábricas de embalagens. "O mercado acredita que eles terão esse dinheiro dentro do prazo. Mas há quem duvide disso, já que a restrição de crédito mundial pode fazer diminuir o interesse de possíveis compradores para esses ativos", diz um analista do setor.

Carlos Brito, presidente da InBev e que agora também será o número 1 da nova cervejaria, rejeita essa idéia. "Para pagar esses US$ 7 bilhões, precisaremos vender somente dois ou três desses negócios que não têm a ver com nosso ramo de atuação", disse ele em um vídeo divulgado ontem. "Já temos pessoas interessadas nesses negócios, apesar da atual onda de restrição de crédito", afirmou.

Para sorte da ABInBev, outras parcelas do financiamento (confira tabela) têm um fator a favor da companhia: variação da taxa de juros Libor pré-fixadas em 3,875% ao ano. Isso garante segurança à boa parte da dívida, já que mesmo em casos extremos, a Libor variaria no máximo 10% para baixo ou para cima.

Mas nada será fácil: um acordo com os bancos deve fazer a ABInBev controlar mais do que nunca suas contas na ponta do lápis. Isso porque a cada seis meses a empresa passará por uma espécie de sabatina com agências de ratings. Nessas ocasiões, as instituições deverão avaliar como está a relação dívida líquida da cervejaria em relação ao seu lajida (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização).

No primeiro desses encontros, marcado para 30 de junho de 2009, a meta é que a dívida da companhia não ultrapasse 5,2 vezes o lajida. "Atualmente, calculamos que essa relação esteja em torno de 6 vezes. O pagamento do empréstimo-ponte deve facilitar o cumprimento desta primeira meta", diz um consultor da Bernstein. O acordo com os bancos, segundo divulgou a própria ABInBev, prevê que essa relação baixe para 3,5 vezes ao longo da maturidade da dívida e a 2 vezes no final dos cinco anos. Se essas metas não forem alcançadas, as instituições financeiras têm por direito exigir o pagamento de uma só vez de tudo o que a empresa deve, o que é conhecido no mercado como "deal break". "Nesse caso, a companhia quebraria", afirmou o especialista. Para evitar a situação extrema, a nova empresa vai seguir a cartilha de seu presidente, Carlos Brito: cortes de custos e rígida disciplina financeira. "Esses valores devem ser melhor assimilados pelos empregados americanos do que aconteceu nas operações européias", disse um acionista da InBev que preferiu não se identificar.

Fonte: Valor Economico

Coca-Cola bate à porta para vender refrigerante a R$ 1,89

Desde o início de novembro, uma Kombi percorre bairros populares do Recife vendendo um item que até agora só era encontrado em supermercados, padarias e mercearias: Coca-Cola. Por R$ 1,89, o cliente recebe um litro de refrigerante mais o vasilhame. Depois, quando quiser comprar mais, o consumidor leva a garrafa de vidro e paga R$ 1,39 para recebê-la cheia.

O veículo deveria ficar na rua por quatro horas, mas tem retornado à fábrica da Coca-Cola Guararapes, engarrafadora para Pernambuco e Paraíba, mais cedo. As 200 garrafas ofertadas têm acabado em metade do tempo.

A estratégia de vendas porta-a-porta da Coca-Cola tem sido um teste para a comercialização do produto entre os consumidores da classe C. Um programa de rádio voltado para as mulheres da própria Coca-Cola anuncia de segunda-feira a sábado os bairros pelos quais o carro passará, além de dar receitas e dicas de cuidados com a casa durante uma hora.

Até 20 de dezembro, a Kombi terá percorridos quatro bairros do Recife. Depois disso, passará por um período de análise pela empresa, que levará em conta os custos da operação, o tamanho do veículo utilizado e os melhores dias e horários para visitar os bairros. "Por enquanto, o que sabemos é que existe um caminho. Cada vez mais é preciso se reinventar para atender melhor a classe C", diz Catharina Ferreira, gerente de marketing da Coca-Cola Guararapes.

Iniciativas como essa devem ser ampliadas pela Coca-Cola no Brasil. A empresa criou um grupo de estudos voltado especificamente para os consumidores da classe C, que deve apresentar suas primeiras propostas de trabalho em meados de janeiro. Esse é um dos mercados que a Coca-Cola mais aposta para crescer no Brasil.

Ontem, a Guararapes inaugurou uma linha de produção que ampliará a capacidade de produção de uma de suas três fábricas no Nordeste em 40% ou em 200 milhões de litros, com investimentos de R$ 120 milhões. Outros R$ 130 milhões ainda serão aplicados até 2010 para dobrar a produção. Um dos focos é justamente a área de garrafas retornáveis, foco do programa de vendas porta-a-porta.

De acordo com Luís Delfim, presidente da Coca-Cola Guararapes, a empresa deve encerrar 2008 com um crescimento de 8% em suas vendas, número ligeiramente abaixo dos 9% registrados em 2007. Em 2009, porém, a crise deve reduzir esse ritmo para um aumento de 5%. É o menor dos últimos cinco anos, que mostraram média de 12%.

Mundialmente, a visão da Coca-Cola é a mesma. Ontem, Steve Buffington, diretor de investimentos para América Latina e Ásia da Coca-Cola, esteve em Pernambuco para ver o início das operações da nova linha de produção da Guararapes. Ele disse que a empresa não reduzirá seus investimentos. Isso, porém, não significa que a Coca-Cola passará ilesa aos solavancos econômicos. De acordo com Buffington, as vendas mundiais da empresa devem encerrar o ano com um crescimento de 5% em litros. Em 2008 aumentarão entre 1% e 2%. "Continuaremos crescendo porque acreditamos que a crise não será tão intensa para a América Latina e para a Ásia como tem sido para os Estados Unidos e para a Europa. Talvez o México sofra um pouco mais", explica.

Nos EUA, a Nestlé tem atacado a Coca-Cola por meio de anúncios que relatam os malefícios à saúde que os refrigerantes causam. Segundo Buffington, a Coca-Cola, que também faz água e sucos, não partirá para o contra-ataque. "Acreditamos na liberdade de escolha e que há momentos para se consumir tudo. No café da manhã, um suco cai bem. Depois do exercício, uma água. E por que não um refrigerante com pipoca?"

Fonte: Valor Online

terça-feira, 18 de novembro de 2008

InBev completa aquisição da norte-americana Anheuser-Busch

BRUXELAS - Apesar de toda a turbulência econômica, da queda nas ações e dos rumores de que não conseguiria o financiamento necessário, a InBev anunciou nesta terça-feira, 18, a conclusão da compra da cervejaria americana Anheuser-Busch, um negócio de US$ 52 bilhões. A nova empresa se torna a maior fabricante de cerveja do mundo, e passa a se chamar Anheuser-Busch InBev. O brasileiro Luiz Fernando Edmond, presidente da AmBev, é quem vai comandar as operações da companhia nos Estados Unidos.

A InBev pagou US$ 70 para cada ação da Anheuser. Os papéis desta companhia pararam de ser negociados no fechamento do pregão de segunda-feira, pondo fim aos 150 anos de independência do grupo.

A nova companhia terá ações negociadas na Bolsa de Bruxelas. O grupo terá mais de 200 marcas, incluindo Budweiser, Stella Artois e Beck.

A conclusão do acordo vem cinco meses após a InBev fazer sua primeira oferta, que foi rejeitada pela Anheuser como baixa demais. Esta procurou sua parceira mexicana, a Grupo Modelo, para discutir uma forma de se proteger da InBev e anunciou planos para cortar custos. Depois, no entanto, a fabricante norte-americana aceitou ser vendida, quando a InBev aumentou a oferta em US$ 5 por ação.

 

Fonte: Marcílio Souza, da Agência Estado

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Wal-Mart planeja investimento recorde no Brasil em 2009

EXAME O Wal-Mart, maior rede de varejo do mundo, pretende investir um valor recorde de 1,6 bilhão a 1,8 bilhão de reais no Brasil no próximo ano. A cifra é a maior já aportada pela empresa americana desde que iniciou suas operações no país em 1995. Para se ter uma idéia, nos últimos quatro anos, a companhia investiu cerca de 3 bilhões no Brasil. Com os recursos, serão abertas de 80 a 90 lojas. O anúncio foi feito ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quarta-feira (13/8) pela cúpula do Wal-Mart. Participaram do encontro, os presidentes da rede no país, Hector Núñez, das Américas, Craig Herkert, e do Wal-Mart Internacional, Michael Duke.

As novas lojas deverão empregar mais de 9.000 pessoas. Apenas em 2008, o Wal-Mart vai investir 1,2 bilhão de reais na abertura de 36 pontos-de-venda. O projeto vai gerar 7.100 novos empregos diretos e 27.000 indiretos. Atualmente, a empresa conta com 318 lojas em 17 estados do Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste, mais o Distrito Federal. O quadro de funcionários atinge 70.000 pessoas.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

TVA detalha investimento de R$ 123 milhões em IPTV

Gazeta Mercantil - São Paulo,SP,Brazil

A TVA aproveitou a ABTA 2008, feira anual promovida pela Associação Brasileira de TV por Assinatura que começou ontem e será realizada até amanhã em São Paulo, para detalhar um investimento de R$ 123 milhões, realizado por parte da Telefônica, uma de suas controladoras, no serviço de IPTV (Internet Protocol Television), que consiste em oferecer programação televisiva através da rede IP (Internet Protocol), com interação entre TV, vídeo e internet.
O projeto da TVA e Telefônica prevê uma nova rede de fibra óptica, com banda mais larga, capaz de permitir troca de informações entre diferentes plataformas de comunicação, como TV, computadores e celulares. "Com essa nova rede, é possível proporcionar ao consumidor uma maior conectividade e também uma interatividade muito grande. Permitirá, inclusive, a personalização da TV", afirma a diretora-geral da TVA, Leila Loria. Dessa forma será possível ao consumidor "subir" imagens do celular para a TV, por exemplo, ou ter por meio da TV acesso a ícones que permitem interatividade como Google Map, YouTube, Facebook, trânsito, temperatura e outros canais como música. Nesse último, é possível saber quais as músicas que seus amigos , listados em sua comunidade, ouvem e até mesmo trocar rápidas informações. "Num futuro bem próximo será possível ‘conversar’ on-line com um amigo a respeito do que é veiculado na tela pela própria TV", conta o diretor de tecnologia e produtos para operadoras da Telefônica, Raúl Ortega Del Rio. Atualmente, a região dos Jardins, em São Paulo, já possui o cabeamento necessário para receber essa interatividade. "Outras regiões estão recebendo o cabeamento , mas não posso divulgar quais", diz Leila.
Além do serviço de IPTV, a TVA apresentou também o IPTV 3D, uma televisão em três dimensões. O piloto desse projeto está em desenvolvimento na Espanha e entrará em operações ainda experimental no final deste ano no país. Para o Brasil, a previsão é da tecnologia chegar em 2009. "É como assistir a um filme 3D sem o óculos", compara Leila. O projeto-piloto está em exposição no estande da TVA na ABTA.
Canais
A feira da ABTA também serviu como ocasião para o lançamento de diversos canais. A Turner reforça sua opção pela segmentação com os canais Infinito, voltado para um público que busca bem-estar estilo de vida; e o I.Sat, com conteúdo formado por séries e filmes, mas considerado alternativo. "É o lado B de atores e diretores, séries e filmes que não são vistos normalmente numa programação", comenta o vice-presidente da Turner no Brasil, Anthony Doyle. Há também o Toon Cast, de animação, e o Space, de ação e suspense.
Doyle diz acreditar que as programadoras têm um desafio pela frente. "Devemos atender às necessidades de quem já tem TV por assinatura e exige cada vez mais canais segmentados. Ao mesmo tempo, temos de prover canais com conteúdo para os novos assinantes, os chamados emergentes", afirma.
No caso da Discovery Net-works, responsável por canais como Discovery Channel, Kids, Home & Health, Animal Planet e People+Arts, entre outros, cerca de 20% da grade de programação dos canais são preenchidos com programação nacional. No ano passado foram 10 produções. Para este ano estão previstos mais seis programas feitos exclusivamente no Brasil. "Sempre buscamos abordar temas que, além do interesse no Brasil, levantem também interesse no exterior", comenta o gerente-geral do Discovery Net-works no Brasil, Fernando Medin. Entre os programas que passam a fazer parte da grade de programação dos canais da companhia ainda este ano estão Soluções para o Trânsito, Rio Ink, Viver para Contar, Destino Lua de Mel, Peixonauta e um documentário sobre Chico Mendes.
Para as crianças, o bloco infantil voltado para o público na idade pré-escolar, PlayHouse Disney, que vai ai ar pelo Disney Channel, se transforma agora em um canal independente, o PlayHouse Disney Channel. "Vamos manter o bloco por um bom tempo na programação do Disney, mas teremos o canal com novas séries e animações voltados especialmente para esse público", comenta o diretor de marketing da Disney no Brasil, Herbert Greco. "A expectativa é levar o novo canal para o maio número de assinantes possível", revela o executivo. Segundo ele, as negociações com as operadoras estão adiantadas e em setembro o canal já deve começar a ser exibido. "Atualmente, o negócio de TV por assinatura é considerado o mais importante para a companhia no Brasil", afirma Greco, sem informar em números qual é a participação da divisão nos negócios da Disney no Brasil.
(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 9)(Sheila Horvath)

sábado, 9 de agosto de 2008

Lucro do Unibanco sobe 22,8%

O lucro líquido do Unibanco, 6º maior banco do País, segundo o ranking do Banco Central (BC), cresceu 22,8% no primeiro semestre deste ano e alcançou R$ 1,497 bilhão. Se for considerado apenas o segundo trimestre, os ganhos subiram 18,5% em relação ao mesmo período do ano passado, para R$ 756 milhões.

Em relatório, os analistas do Banco Fator consideraram o resultado "bom e em linha com o esperado pelo mercado". No entanto, as ações Unit do Unibanco caíram 3,46% na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), para R$ 20,36.
Os papéis de outros grandes bancos também recuaram ontem, mas em menor magnitude: os preferenciais (PN) do Itaú, por exemplo, perderam 1,5% e os do Bradesco, 0,21%.
O vice-presidente corporativo do Unibanco, Geraldo Travaglia, destacou o papel do crédito no desempenho da instituição. Segundo ele, a carteira total de empréstimos cresceu 33,7% nos 12 meses encerrados em junho. As maiores taxas de expansão foram registradas nos mercados de veículos (86,9% de alta nos 12 meses terminados em junho), cartão de crédito (avanço de 35,9%) e pequenas, médias e microempresas (48,9% no mesmo período).
Segundo Travaglia, esses números confirmam a projeção feita pelo Unibanco, no fim do ano passado, de que a carteira de crédito cresceria 25% em 2008. O vice-presidente informou que, até o momento, o novo ciclo de alta da taxa básica de juros (Selic) não afetou a procura por empréstimos. "A demanda continua bastante sólida. A questão, para nós, é administrar o risco nesse ambiente."
Travaglia citou como exemplo a política do banco para financiamento de veículos, um dos mais sensíveis à alta do juro. "A maioria (75%) dos nossos recursos é ofertada por concessionárias e o prazo máximo dos empréstimos, de 48 meses."
O índice de inadimplência da instituição estava em 3,7% ao final do segundo trimestre, mesmo porcentual do fim de 2007. Em junho do ano passado, estava em 4,3%. "Nossa inadimplência está mais baixa do que a média do mercado, que é de 4%", frisou Travaglia.
Segundo ele, a alta da Selic, ao menos por enquanto, não afetou a inadimplência. "O que não significa que não vá afetar", disse o executivo. O Unibanco, aliás, está mais pessimista do que a média do mercado em relação à taxa de juros, principalmente para o ano que vem.
O departamento econômico da instituição espera que a Selic encerre 2008 em 14,75% ao ano e 2009, em 15,25%. Hoje, o mercado estima 14%. Para o Produto Interno Bruto (PIB), o Unibanco prevê alta de 4,8% neste ano e de 3% em 2009.
Assim como já havia ocorrido durante a divulgação dos resultados do Bradesco e do Itaú, o executivo do Unibanco disse que as novas regras do governo para a cobrança de tarifas impactaram negativamente o resultado. No primeiro trimestre deste ano, disse, as receitas com tarifas somaram R$ 914 milhões. No segundo trimestre, ficaram em R$ 916 milhões.
A regulamentação do Banco Central que limita a cobrança de tarifas começou a valer em abril. "Praticamente não houve crescimento, apesar de o número de clientes ter se expandido", observou Travaglia.
O executivo também explicou que a alta de 9% para 15% da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) do setor financeiro, anunciada em janeiro pelo governo, no pacote para cobrir as perdas com o fim da CPMF, não afetará os resultados. "Conseguimos constituir um crédito tributário equivalente à alta da alíquota."

Fonte: Último Segundo

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Embraer confirma demissões no Brasil

A fabricante de aeronaves Embraer confirmou nesta quinta-feira (7) que demitiu funcionários de sua sede em São José dos Campos, em São Paulo. A empresa, líder na produção mundial de jatos regionais, afirmou que os cortes afetaram especialmente funções gerenciais e são "normais" em empresas de grande porte.

"A Embraer confirma a realização de ajustes em sua estrutura organizacional, afetando posições gerenciais e administrativas, um movimento que ocorre com relativa freqüência em organizações industriais de grande porte, como é o caso", afirmou a assessoria de imprensa da fabricante ao G1. A assessoria disse que a empresa não revelaria o número de vagas fechadas.

A Embraer, que na semana passada informou lucro líquido de R$ 176,3 milhões no segundo trimestre, valor 121% maior que os R$ 79,7 milhões de igual período do ano passado, também não informou os motivos que levaram à reestruturação. Na ocasião da divulgação do balanço, afirmou que alguns cancelamentos de pedidos não afetavam as previsões de entregas de jatos da companhia para o ano fechado.

Sindicato

O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos afirma que as demissões podem ter chegado a 500 funcionários, segundo informações não-oficiais, uma vez que a companhia também não informou oficialmente o sindicato do número exato de demitidos.

O sindicato disse que as demissões aconteceram nos dias 4 e 5 deste mês, atingindo principalmente a área administrativa, mas também engenheiros e técnicos. A entidade questionou a necessidade das demissões, num momento em que a Embraer atinge números recordes de produção e lucratividade.

"Se não há crise, a única resposta para essas demissões é a ganância da empresa que, para aumentar seus lucros, está cortando postos de trabalho em decorrência da reestruturação produtiva que vem sendo implantada nas suas unidades", disse o presidente do sindicato, Adilson dos Santos, também em comunicado.

 

FOnte: G1

Gol decide cancelar dividendos e reduzir plano de frota; ação cai 10%

da Folha Online

A companhia aérea Gol anunciou nesta quinta-feira que suspendeu o programa de distribuição de dividendos em 2008 e reduziu o seu plano de frota no ano. Segundo a empresa, as duas medidas são uma resposta ao mau momento do setor aéreo, fortemente atingido pela alta do preço dos combustíveis.

Devido ao anúncio, as ações da empresa sofrem forte redução nesta quinta-feira. Na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), os papéis preferenciais da empresa apontam redução de 10,24%, cotada a R$ 16,65.

"Em razão do atual ambiente da indústria aérea, o Conselho de Administração acredita que a medida anunciada atende aos interesses dos acionistas e da Companhia, pois possibilita a Gol empregar o caixa para financiar seus investimentos e melhorar os índices financeiros da Companhia", informou a empresa em nota ao mercado.

"A suspensão da distribuição de dividendos é uma das diversas medidas tomadas para compensar os aumentos nos preços do petróleo e propicia à Administração a necessária flexibilidade para realizar investimentos, incluindo o programa de renovação da frota, a racionalização da capacidade de crescimento, a integração das operações da Gol e da Varig e a implementação de um novo sistema de vendas de passagens."

Desde a sua abertura de capital, em 2004, a Gol já distribuiu R$ 664,7 milhões em dividendos aos acionistas.

Plano de frota

Sobre o plano de frota, a Gol decidiu reduzi-la em duas aeronaves 737-800 em 2008 e cinco 737-800 para 2009. Com isso, a empresa espera chegar ao final do ano com 104 aeronaves --sete a menos do que no ano passado-- e em 108 em 2009.

Apesar da redução do plano de frota, a empresa ressaltou que o atual plano de modernização "garante que a frota da Gol mantenha sua posição entre as mais novas e modernas do mundo." A expectativa da empresa é chegar ao final do ano com uma idade média de 5,6 anos para a frota.

"A Companhia reviu seu plano de frota para adequar-se aos recentes aumentos nos preços do combustível e à maior concorrência na indústria de transporte aéreo, enquanto acelera seu programa de renovação da frota (anunciado em dezembro de 2007) e mantém sua estrutura de custos enxuta", explicou.

PepsiCo anuncia investimento de US$ 300 milhões no Brasil

Indra Krishnamurthy Nooyi, presidente mundial da gigante PepsiCo, anunciou que será feito um aporte da ordem de 300 milhões de dólares na subsidiária da empresa no Brasil, incluindo a construção de três novas plantas. A primeira será em Feira de Santana (BA) e deve entrar em funcionamento no próximo ano.  A segunda, com inauguração prevista para 2010, será no Distrito Industrial de Brasília, e a terceira deverá ser construída no Norte, porém o local ainda não foi definido. As três unidades produzirão a linha de salgadinhos e outros alimentos da empresa.

(Valor Econômico)

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Vale lucra R$ 4,573 bilhões no segundo trimestre, queda de 21,7%

YGOR SALLES
da Folha Online

A mineradora Vale do Rio Doce anunciou nesta quarta-feira que obteve lucro de R$ 4,573 bilhões no segundo trimestre, com baixa de 21,7% sobre o mesmo período do ano passado e alta de 57,8% sobre o primeiro trimestre, segundo o padrão contábil brasileiro.

No acumulado do primeiro semestre, a empresa apresentou lucro 37,6% menor do que em igual intervalo do ano passado --de R$ 10,937 bilhões no ano passado para R$ 6,826 bilhões.

Seguindo a contabilidade americana (US GAAP), expressa em dólares, o lucro da mineradora no segundo trimestre foi de US$ 5,009 bilhões, alta de 22,3% sobre o mesmo período do ano passado e de 147,8% sobre o primeiro trimestre deste ano. A diferença entre os dois resultados reside principalmente na variação cambial entre o dólar e o real.

"O desempenho da economia global na primeira metade do ano surpreendeu positivamente, estimando-se que tenha crescido à taxa ligeiramente superior a 4%. Isto se deveu à continuidade da expansão em ritmo acelerado das economias emergentes e da performance da economia americana, esta última influenciada principalmente pela desvalorização do dólar e pelo efeito pontual do pacote de estímulos fiscais", informou a empresa em comunicado ao mercado.

A receita operacional bruta da mineradora atingiu R$ 18,884 bilhões, alta de 3,8% sobre o mesmo período do ano passado. Segundo a empresa, trata-se do novo recorde trimestral. Já o Ebitda (lucro antes juros, impostos, depreciação e amortização) avançou 2,1%, a R$ 6,638 bilhões.

As exportações líquidas do trimestre atingiram US$ 3,589 bilhões, com recuo de 4,4% sobre o segundo trimestre do ano passado.

Já em volume, a empresa registrou recorde de embarque de alguns de seus produtos. Foi o caso do minério de ferro, principal produto da Vale, do qual foram embarcadas 78,665 milhões de toneladas métricas, com alta de 8,9% sobre o segundo trimestre.

Previsões

Para o segundo semestre, a mineradora aposta que o bom momento do mercado de minérios e metais não se reverterá --embora admita que a atual crise americana afete o preço do minério de ferro, as condições de obtenção de crédito e a demanda.

"Estimamos que a economia global continue a se desacelerar nesta segunda metade do ano, influenciada pelo desempenho das economias desenvolvidas, com o início da recuperação tendo lugar ao longo do primeiro semestre de 2009. A expansão nas economias emergentes deve se tornar mais moderada no curto prazo, porém com a manutenção de um ritmo ainda bastante forte. O diferencial de taxas de crescimento em relação ao mundo desenvolvido tende a se ampliar, caracterizando o 'descolamento relativo' das economias emergentes, fenômeno manifestado a partir do início desta década", explica a empresa.

O mercado chinês continuará sendo o principal motor das exportações, mesmo com previsão de uma desaceleração "suave" no crescimento daquele país. "É provável que o pico da inflação já tenha ficado para trás e que sua economia faça uma aterrissagem suave, passando de uma expansão acima de 10% nos últimos cinco anos para algo próximo a 9% nos próximos anos, taxa ainda muito elevada", explicou a empresa. "No curto prazo, o crescimento econômico da China permanece bastante sólido."

Montadoras batem novo recorde e produção chega a 2 milhões no ano

KAREN CAMACHO
Editora-assistente de Dinheiro da Folha Online

Atualizado às 11h40

A produção de veículos registrou novo recorde nos primeiros sete meses do ano, segundo dados da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). As vendas também tiveram bom desempenho. As exportações em julho, no entanto, voltaram a cair, depois de alta em junho.

Foram fabricados 320 mil veículos em julho, alta de 19,8% na comparação com o mesmo período de 2007 e de 3,5% em relação a junho deste ano. No acumulado do ano, a produção alcançou 2,01 milhões de unidades, alta de 21,8% na comparação com o mesmo período do ano passado.

As vendas no mercado doméstico, que impulsionam a produção nas fábricas, foram de 288 mil em julho, alta de 32,6% em relação ao mesmo período do ano passado e de 12,6% em relação a junho deste ano.

Nos sete primeiros meses do ano os licenciamentos alcançaram 1,7 milhão de unidades, aumento de 30,4% na comparação com o mesmo intervalo de 2007, que já havia sido recorde.

A expansão do crédito e a inadimplência sob controle explicam o super aquecimento do mercado interno.

Já as exportações registraram, em julho, embarques de US$ 1,231 bilhão, queda de 3,8% na comparação com junho e de 2,9% em relação a julho de 2007. No acumulado do ano, as exportações somaram US$ 8,118 bilhões, alta de 9,5% na comparação com o mesmo intervalo de 2007.

Os postos de trabalho nas montadoras totalizaram 129.422 vagas no mês passado. Apenas em julho foram criados 1,834 postos de trabalho.

Receita libera mais 1,4 milhão de restituições no terceiro lote do IR

EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

O terceiro lote de restituições do Imposto de Renda 2008 (ano-base 2007) vai incluir 1,433 milhão de contribuintes que vão receber de volta parte do imposto pago no ano passado.

Segundo a Receita, esse lote inclui todos os contribuintes com mais de 60 anos que ainda não receberam a sua restituição nos dois primeiros lotes, com exceção daqueles que tiveram algum problema na declaração.

A consulta ao terceiro lote será liberada às 8h da próxima sexta-feira (8) no site da Receita ou pelo telefone 146.

O total a ser pago será de R$ 1,5 bilhão, dinheiro que estará disponível nos bancos no próximo dia 15. A correção dos valores será feita pela taxa Selic, de 3,91%.

Pelas normas do imposto de renda, quem não informou o número da conta para crédito da restituição deverá procurar uma agência do Banco do Brasil, ou ligar para qualquer agência do BB ou para o BB Responde 4004-0001 nas capitais ou 0800-729-0001 nas demais localidades e pedir a transferência para qualquer banco em que tenha conta corrente ou poupança.

Desde junho, foram liberados 2.337.789 dos 24,3 milhões de declarações entregues neste ano.

Se o contribuinte não concordar com os valores deve sacar o dinheiro e reclamar depois à Receita. A restituição ficará disponível no banco por um ano.

 

Confira as datas do pagamento de cada lote:

  • 1º Lote: 16 de junho (já liberado)
  • 2º Lote: 15 de julho (já liberado)
  • 3º Lote: 15 de agosto
  • 4º Lote: 15 de setembro
  • 5º Lote: 15 de outubro
  • 6º Lote: 17 de novembro
  • 7º Lote: 15 de dezembro

Poupança tem melhor mês do ano e supera marca dos R$ 250 bi

BRASÍLIA - As cadernetas de poupança encerram o mês de julho com captação líquida positiva de R$ 1,984 bilhão, ultrapassando a marca histórica de R$ 251,030 bilhões, segundo dados divulgados nesta quarta-feira, 6, pelo Banco Central. O resultado de julho, com depósitos totais somaram R$ 101,671 bilhões e superaram os saques de R$ 99,687 bilhões, foi o melhor do ano. Houve, ainda, o rendimento de R$ 1,480 bilhão dos depósitos já existentes.

Apesar deste resultado, a captação líquida da poupança nos sete primeiros meses de 2008 caiu 47,7% na comparação com igual período do ano passado. De acordo com os dados do BC, de janeiro a julho as cadernetas atraíram R$ 6,419 bilhões em novos depositantes. Em igual período de 2007, o ingresso foi de R$ 12,281 bilhões.

Na comparação mensal entre os resultados de julho, a captação líquida da poupança caiu 43,4%. Em julho de 2007, o ingresso foi de R$ 3,508 bilhões. No mês passado, o valor caiu para R$ 1,984 bilhão.

Fonte: Estadao.com.br

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Semana promete fortes emoções

SÃO PAULO, 4 de agosto de 2008 - A semana promete fortes emoções no mercado financeiro mundial, com a agenda extensa de indicadores. Destaque para as reuniões de política monetária do Federal Reserve (Fed, Banco Central dos Estados Unidos) e dos bancos centrais da Europa e Inglaterra.

É praticamente unânime, entre os analistas e investidores, a expectativa de manutenção das taxas de juro nos três casos. Porém, eventuais sinalizações para as ações futuras dos BCs são suficientes para manter o clima de suspense, em uma quadro cheio de incertezas em meio à crise da economia global. Há pouco, o dólar subia 0,26%, cotado a R$ 1,564 na compra e R$ 1,566 na venda, após testar o nível de R$ 1,55 na semana passada, favorecido pelo fluxo positivo.

Nesta manhã, os investidores avaliam o resultado do PCE, índice de preços relacionado aos gastos com consumo. O índice mostrou variação de 0,3% em junho, acima do esperado, de alta de 0,2%. Já os gastos dos consumidores norte-americanos cresceram 0,6%, pouco acima do esperado.

O mercado também assimila o boletim Focus, que captou melhor a alteração no ritmo de alta da taxa Selic de 0,50 para 0,75 ponto percentual. Os analistas consultados elevaram para 14,50% a estimativa para o juro no final do mês, indicando um aumento de 1,5 ponto percentual para as próximas reuniões do Copom. Já a previsão para a inflação oficial em 2008 sofreu leve redução de 6,58% para 6,54%, mas ainda assim acima do teto da meta estabelecida pelo governo.

(Simone e Silva Bernardino - InvestNews)

Mercado reduz previsão de inflação em 2008 após 18 semanas, diz BC

da Folha Online

As previsões do mercado financeiro para a inflação caíram pela primeira vez após 18 semanas consecutivas de expectativas de alta, segundo o boletim Focus do Banco Central, divulgados nesta segunda-feira. O boletim também mostra a expectativa de aumento na Selic no fim deste ano.

A expectativa para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) neste ano, que serve como meta de inflação, recuou de 6,58% na semana passada para 6,54% na divulgação de hoje. O teto da meta de inflação para esse ano é de 6,50% (o centro da meta é de 4,5% com dois pontos percentuais de tolerância para cima e para baixo).

A expectativa do mercado para o IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna) recuou de 12,18% para 12.13%; e o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) teve a previsão diminuída de 12,04% para 12%. A expectativa para o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômica) passou de 6,69% para 6,53%.

Para 2009, a previsão para o IPCA manteve-se em 5%, acima do centro da meta, mas ainda dentro da margem de tolerância. Para o IGP-M ficou em 5,5% --mesma da semana passada. Houve mudança em relação ao IGP-DI, de 5,37% para 5,40%, e do IPC-Fipe, de 4,55% para 4,61%.

Juros

Os economistas ainda revisaram a previsão para a taxa Selic neste ano. No fim de julho, o BC aumentou os juros de 12,25% para 13% ao ano. Foi o maior aumento desde o início do governo Lula, numa tentativa de trazer a inflação de volta para o centro da meta no próximo ano.

Com isso, a previsão para a taxa no fim do ano passou de 14,25% para 14,50%. Para o final de 2009, a estimativa para a Selic foi mantida em 14% ao ano.

Para o PIB (Produto Interno Bruto), os economistas ouvidos pelo BC mantiveram a previsão de crescimento para este ano e para 2009 --em 4,80% e 3,90% respectivamente.

Lucro do Bradesco cresce 2,4% no primeiro semestre

da Folha Online

O lucro líquido do Bradesco no primeiro semestre deste ano foi de R$ 4,105 bilhões, um crescimento de 2,4% em relação ao registrado no mesmo período de 2007, R$ 4,007 bilhões. O lucro corresponde a R$ 1,34 por ação. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira.

A parte do lucro líquido correspondente a atividades financeiras foi de R$ 2,636 bilhões, ou 64% do total; R$ 1,469 bilhão veio das atividades do Bradesco Seguros e Previdência (36% do total).

O valor de mercado do Bradesco manteve-se estável em relação ao mesmo período do ano anterior, R$ 95,608 bilhões em junho deste ano. Os ativos totais em junho de 2008 registraram saldo de R$ 403,271 bilhões, um crescimento de 38,8% em relação ao mesmo período de 2007.

A carteira de crédito atingiu R$ 181,602 bilhões, uma expansão de 38,8% em relação a igual período do ano anterior. As operações com pessoas físicas totalizaram R$ 65,872 bilhões (crescimento de 32,2%) enquanto as operações com pessoas jurídicas atingiram R$ 115,730 bilhões (crescimento de 42,9%).

O patrimônio líquido ficou em R$ 33,711 bilhões no semestre passado, um crescimento de 22,5% sobre igual período do ano anterior. A remuneração aos acionistas --na forma de juros sobre o capital próprio e dividendos pagos e provisionados no período-- somou R$ 1,459 bilhão (35,5% do lucro líquido do mesmo semestre).

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

GM tem prejuízo de US$ 15,5 bi no 2º trimestre

WASHINGTON - A montadora americana General Motors (GM) registrou prejuízo de US$ 15,5 bilhões (US$ 27,33 por ação) no segundo trimestre deste ano, refletindo despesas e baixas contábeis de US$ 9,1 bilhões no período e um forte declínio nas vendas na América do Norte. Excluindo itens especiais, o prejuízo foi de US$ 6,3 bilhões (US$ 11,21 por ação), bem acima da perda de US$ 2,62 por ação prevista pelos economistas ouvidos. No segundo trimestre do ano passado, a companhia havia obtido lucro líquido de US$ 891 milhões (US$ 1,56 por ação).

A companhia, alertou em meados de julho, que iria registrar "um significativo prejuízo no segundo trimestre". No entanto, os números divulgados foram muito piores do que os analistas esperavam e apontam para os enormes desafios que a GM enfrenta, conforme os compradores se distanciam de seus produtos mais lucrativos.

A receita da empresa entre abril e junho de 2008 caiu 18%, para US$ 38,2 bilhões, abaixo das estimativas de US$ 44,57 bilhões dos analistas. O nível de caixa da GM no segundo trimestre caiu para US$ 21 bilhões, em comparação aos US$ 23,9 bilhões registrados no fim do primeiro trimestre de 2008.


Regiões

A operação da GM na América Latina foi um ponto positivo. Na região, o lucro subiu para US$ 445 milhões no segundo trimestre deste ano, de US$ 296 milhões no mesmo período do ano passado. No entanto, na Ásia a companhia obteve prejuízo e na Europa os lucros despencaram 94%.

Excluindo despesas, a divisão americana da GM teve prejuízo de US$ 4,3 bilhões, conforme a receita caiu um terço, para US$ 19,8 bilhões, reduzindo a participação de mercado para 20,2%, ante os 22,7% anteriores. As informações são da Dow Jones.

DANIELLE CHAVES - Agencia Estado

Santander confirma que negocia venda de banco com a Venezuela

da Efe, em Madri
da Folha Online

O Grupo Santander confirmou nesta sexta-feira que mantém negociações com o governo venezuelano para vender a filial do banco no país, uma das principais instituições financeiras venezuelanas.

Em um comunicado, a entidade presidida por Emilio Botín reconheceu que pretendia vender o banco a um investidor privado venezuelano, para o que foram alcançados “determinados compromissos” sem chegar a acordar a compra e venda.

O banco espanhol soube, então, do interesse do presidente venezuelano, Hugo Chávez, de nacionalizar o Banco da Venezuela, filial do grupo, o que fez com que atualmente haja “conversas” entre ambas as partes.

Fontes do mercado avaliam a filial venezuelana do Santander entre US$ 1,2 bilhão e US$ 1,9 bilhão, embora a entidade espanhola não tenha confirmado estes números.

A vice-presidente do governo, María Teresa Fernández de la Vega, considerou hoje “muito provável” que se alcance um acordo “em breve”, e afirmou que “não há nem vai haver qualquer tipo de intervenção” por parte do Executivo espanhol.

Em sua opinião, é uma negociação “completamente respeitosa e normal, sem qualquer tipo de problemática especial”. Segundo os resultados do primeiro semestre do Grupo Santander, o Banco da Venezuela tem uma parcela de 11,8% em créditos e de 10,7% em depósitos.

Em 30 de junho, a filial contava com 285 escritórios e 3 milhões de clientes e, segundo dados da seção sindical da central UGT do Santander, havia 4.565 funcionários, dos quais 58% eram mulheres e 42% homens.

O Banco da Venezuela, cujo 80% do controle foi adquirido pelo Santander em 1996, obteve um lucro líquido atribuído de 109 milhões de euros até junho, 29% a mais que no mesmo período de 2007.

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A informação havia sido divulgada na quinta-feira pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez.

“Vamos nacionalizar o Banco de Venezuela. Chamei o [grupo Santander] para que comecemos e negociar”, disse Chávez em um discurso transmitido pelo rádio e pela TV.

“Eles queriam vender o banco a um banqueiro venezuelano mas eu, como chefe de Estado, disse não. Que o vendam ao governo, ao Estado. Vamos recuperar o Banco da Venezuela, nos faz muita falta um banco dessa magnitude”, disse o presidente venezuelano em anúncio na TV.

De acordo com Chávez, a nacionalização gerará na Espanha “uma verdadeira campanha” contra ele. “Não faltarão os meios de comunicação da Espanha (…) para prejudicar as relações que acabamos de retomar”, disse o presidente, referindo-se à visita da semana passada ao rei Juan Carlos 1º e ao presidente de governo espanhol José Luis Rodríguez Zapatero.

O encontro com o rei foi o primeiro desde a ocasião em que o monarca pediu que se calasse, durante a Cúpula Ibero-Americana de Santiago do Chile, em novembro de 2007.

Desde 2007, Chávez ordenou a nacionalização das companhias de telecomunicações e de eletricidade, da siderurgia e das cimenteiras Cemex (México), Lafarge (França) e Holcim (Suíça). Até o momento, as nacionalizações ocorreram depois de acordos econômicos.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

BC aprova compra do ABN Amro Real pelo Santander

O Banco Central aprovou a transferência do controle acionário da operação brasileira do holandês ABN Amro para o grupo espanhol Santander. No Brasil, o ABN usa a marca ABN Amro Real. A operação foi aprovada na terça-feira.

A compra do ABN envolveu um consórcio de bancos liderado pelo Royal Bank of Scotland (RBS) e que contou com a participação dos também europeus Santander e Fortis. O grupo pagou 71,1 bilhões de euros (cerca de US$ 100 bilhões) pelo ABN em todo o mundo. A operação foi a maior já realizada até agora no sistema bancário mundial.

O Santander ficou com as operações do ABN no Brasil e na Itália e também com o Interbank, subsidiária do ABN na Holanda, especializado em crédito ao consumidor.

Com a compra, o Santander avança no ranking dos maiores bancos em operação no Brasil. Dados de março do Banco Central mostram que, juntos, Santander e ABN Amro têm ativos de R$ 282 bilhões.

A cifra é a quarta maior do sistema financeiro, que é liderado pelo Banco do Brasil (R$ 392 bilhões em ativos), seguido por Itaú (R$ 322 bilhões) e Bradesco (R$ 301 bilhões). Sozinhos, o ABN é o quinto maior do País (R$ 162 bilhões) e o Santander, o sétimo (R$ 120 bilhões).

Fonte: Agência Estado

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Lucro do Wal-Mart cresce 6,9%

O Wal-Mart, maior empresa de varejo do mundo, obteve um aumento de 6,9% em seu lucro líquido no primeiro trimestre fiscal (encerrado em 30 de abril), comparado ao do mesmo período do ano passado. O resultado chegou a US$ 3,02 bilhões, ou US$ 0,76 por ação.

O faturamento líquido teve uma expansão de 10%, para US$ 94,12 bilhões. A receita também aumentou 10%, saindo de US$ 86,4 bilhões no primeiro trimestre fiscal de 2007 para US$ 95,3 bilhões.

No mês passado, a empresa havia previsto um lucro operacional de US$ 0,74 a US$ 0,76 por ação no primeiro trimestre. Analistas consultados pela Thomson Reuters projetavam, em média, lucro de US$ 0,75 por ação, sobre vendas de US$ 93,22 bilhões.

"Tivemos um começo sólido, com faturamento e lucro recordes no primeiro trimestre", disse o presidente e executivo-chefe do Wal-Mart, Lee Scott. As vendas na categoria mesmas lojas nos EUA excluindo combustíveis, aumentaram 2,9%.

Para o segundo trimestre, a companhia espera lucro de US$ 0,78 a US$ 0,81 por ação, comparado a uma estimativa média de Wall Street de US$ 0,81 por ação. O Wal-Mart estima que as vendas na categoria mesmas lojas nos EUA ficarão estáveis ou, no máximo, crescerão 2% no segundo trimestre.

Fonte: Agência Estado

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Petrobras anuncia lucro acima da expectativa no primeiro trimestre

Em um dos balanços mais aguardados pelos investidores, a Petrobras anunciou hoje lucro líquido de R$ 6,925 bilhões no primeiro trimestre de 2008, o que representa uma alta de 68% em relação ao apurado no mesmo período do ano anterior.

O resultado veio acima das previsões dos analistas consultados pela Agência Estado, que projetavam lucro de R$ 5,524 bilhões nos três primeiros meses deste ano. Com isso, a expectativa é de que as ações da estatal registrem alta na abertura do pregão da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) desta terça-feira.

De acordo com a empresa, o aumento no resultado se deve à redução nas despesas operacionais e à menor apreciação do real no período. O comportamento do câmbio provocou um efeito positivo de R$ 535 milhões sobre o resultado financeiro líquido da estatal.

A estatal destaca também a alta da produção de óleo e gás natural no trimestre, além do aumento dos preços do petróleo e derivados como impactos positivos. A produção média total da Petrobras aumentou 2% no primeiro trimestre de 2008, em relação ao mesmo período de 2007, para 2,345 milhões de barris de óleo equivalente de óleo e gás por dia.

Valor de mercado

O valor de mercado da Petrobras atingiu R$ 263 bilhões no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2007, uma alta de 69%, de acordo com o balanço da empresa. Segundo a companhia, o resultado foi impulsionado pelo resultado na área de exploração da camada pré-sal e pelo potencial de crescimento da produção.

Agencia Estado

Ações da EDS disparam 27% com notícia de possível aquisição da empresa pela HP

SÃO PAULO - As ações da empresa de serviços de tecnologia EDS disparam 27,25% hoje, para US$ 24, diante das notícias de que a Hewlett-Packard estaria negociando a aquisição da companhia. A compra, avaliada entre US$ 12 bilhões e US$ 13 bilhões, poderia ser anunciada ainda nesta semana, segundo reportagem da edição online do Wall Street Journal, que cita pessoas ligadas à transação.

Também como reação aos rumores, os papéis da HP caíram 5,05%, para US$ 46,65.

Se o negócio for realizado, será a maior aquisição feita pela HP desde a compra da Compaq por US$ 19 bilhões em maio de 2002.

(Valor Online, com agências internacionais)

Imprensa britânica destaca momento econômico do Brasil

Avaliações positivas sobre o Brasil continuam surgindo na imprensa britânica. A edição desta segunda-feira (12) do jornal "Financial Times" (FT) diz que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve deixar o cargo em 2010 como "o presidente do grau de investimento". Já seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso, ficou conhecido como o "presidente do apagão", apesar de ter deixado a estabilidade econômica do país que tornou Lula tão popular. Já para o jornal "The Guardian", "o país do futuro finalmente chegou", conforme edição do último sábado.

As duas publicações destacam os avanços econômicos obtidos pelo Brasil nos últimos anos. "Após anos de desaceleração, a economia está zunindo alegremente. O investimento, o crédito e o emprego estão em níveis não vistos há décadas. O consumo está galopando, assim como a popularidade do Sr. Lula da Silva", afirma o FT.

"Apesar da crise econômica, o governo brasileiro recentemente elevou a projeção de crescimento para este ano a 5% - menor do que os outros países emergentes em destaque, conhecidos como Bric - Rússia, Índia e China - mas impressionante para um país em desenvolvimento", aponta o Guardian.


País do futuro

O jornal lembra que durante muitos anos o Brasil foi tratado como "o país do futuro", mas uma série de crises políticas e econômicas fazia com que essa condição não fosse atingida. "Agora as coisas parecem estar mudando", afirma. "De laranjas e minério de ferro a biocombustíveis, as exportações brasileiras estão crescendo rapidamente, criando uma nova geração de magnatas."

Para o FT, resta saber se a "extraordinária" sorte política de Lula vai continuar. O jornal lembra que o presidente superou o escândalo do mensalão. No entanto, o Congresso está paralisado. Além disso, a política fiscal do país, ao contrário da monetária, continua heterodoxa, com aumento dos gastos públicos e da dívida interna.


Poucas mudanças

Com o Congresso em pouca atividade, é improvável que a política fiscal brasileira passe por mudanças, avalia o FT. "Esse pode não ser um problema imediato, desde que os preços das matérias-primas (commodities) continuem elevados e o investimento estrangeiro direto (IED) siga cobrindo o recém adquirido déficit em conta corrente brasileiro (saldo negativo de todas as transações do País com o exterior)."

Conforme o Guardian, os efeitos de uma possível queda nas cotações das commodities levantam incertezas. "Alguns acreditam que isso resultaria em um final dramático para o 'boom' do Brasil", diz. "Outros questionam se os sistemas de infra-estrutura e de educação são fortes o suficiente para manter o momento econômico".

Fonte: G1

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Lucro da Embraer aumenta 8% no primeiro trimestre, para R$ 63,4 milhões

Valor Online

SÃO PAULO - A Embraer fechou o primeiro trimestre com lucro líquido de R$ 63,4 milhões, 8,4% acima dos R$ 58,5 milhões apurados em mesmo período do ano passado. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) correspondeu a R$ 131,5 milhões, melhor do que os R$ 113,7 milhões dos três primeiros meses de 2007. A margem Ebitda diminuiu, indo de 6,5% para 5,7%.

A receita líquida somou R$ 2,314 bilhões, passando em 32% o R$ 1,753 bilhão de janeiro a março do calendário anterior em razão do aumento do número de entregas, e parcialmente compensado pelo mix de produtos entregues e pela queda da taxa de câmbio, observou a Embraer em nota disponível em sua página eletrônica.

Ao final do primeiro trimestre deste ano, a carteira de pedidos firmes atingiu US$ 20,3 bilhões, nível considerado recorde pela maior fabricante de jatos regionais do mundo. A companhia explicou que isso foi resultado da combinação das ordens anunciadas para a família Embraer 170/190, que já acumula um total de 835 pedidos firmes e 840 opções de compra, com bom desempenho de vendas de aeronaves para o mercado de Aviação Executiva, com destaque para as aeronaves da família Phenom, que já ultrapassaram 750 pedidos firmes em carteira.

No primeiro trimestre de 2008, a Embraer entregou 45 jatos para os segmentos de aviação comercial e aviação executiva, acima da marca de um ano antes, quando foram entregues 25 aeronaves.

Para este exercício, a empresa pretende entregar 195 a 200 aeronaves bem como 10 a 15 jatos Phenom 100, com certificação prevista para o segundo semestre do ano.

domingo, 4 de maio de 2008

Entenda como é calculada a poupança

Nathália Ferreira - AE

A aplicação mais conservadora e popular de todas tem sua rentabilidade mensal calculada com base em duas taxas de juro: 0,5%, que é uma taxa fixa, mais a TR (Taxa Referencial). A TR é calculada com base em outra taxa, conhecida como TBF (Taxa Básica Financeira). Pode parecer complicado, mas para chegar à rentabilidade da poupança, basta entender como funciona a TBF.

A TBF representa o rendimento médio dos Certificados de Depósito Bancário (CDB) e Recibos de Depósito Bancário (RDB) de 30 a 35 dias de prazo.

Não são todos os CDBs emitidos pelos bancos que entram no cálculo, mas apenas uma amostra que inclui os certificados emitidos pelas 30 instituições financeiras com maior volume de captação.

O Banco Central calcula a taxa média dos CDBs emitidos por cada uma dessas instituições, com base no valor do CDB, o que no mundo estatístico é conhecido como taxa média ponderada.

Isso significa que o aplicador de poupança só consegue calcular o rendimento de sua aplicação sabendo de antemão o valor da TBF. Isso porque ele desconhece quanto cada um dos 30 maiores bancos pagou para cada um dos seus clientes.

Mas, com a TBF em mãos, o aplicador pode calcular o seu rendimento. Basta aplicar um redutor, conhecido como “redutor R”.

Para se chegar à TR, primeiro é preciso calcular o redutor R, com a seguinte fórmula:

sendo que:

Em seguida, aplica-se o redutor R na seguinte fórmula:

A TR, que é o resultado final da fórmula, representa a correção monetária da poupança. Além dessa correção, o aplicador conta com uma rentabilidade de 0,5%, obtendo, assim, a rentabilidade da poupança.

Em 2008, o Conselho Monetário Nacional modificou o cálculo da TR, estabelecendo que, se em algum momento a TR for negativa, será considerada como zero no cálculo da poupança. Desta forma, a rentabilidade mínima de 0,5% ao mês está garantida.

Vamos ver se a fórmula deu certo:

O governo divulga uma TBF para o dia de 0,8443% (em termos anuais, entre 10,5% e 13%). Primeiro, vamos calcular o redutor R. Para isso, temos que dividir a TBF por 100, multiplicar pelo valor referente à “b” e somar com a taxa fixa de 1,005. O redutor R será de 1,0077.

Com o redutor em mãos, vamos calcular a TR. Para isso, dividimos a TBF por 100, somamos com 1, dividimos pelo redutor obtido na conta anterior, subtraímos 1 e multiplicamos por 100 para obter um número em porcentual. O resultado será de 0,0737. Esta é a TR daquele dia.

Para obter o rendimento da poupança, você deve primeiro corrigir o valor pela TR. Em seguida, sobre esse valor, você deve acrescentar o juro fixo de 0,5%. Por exemplo, uma caderneta com R$ 800, terá rendimento naquele dia de R$ 4,59.

Vale destacar que o governo ao divulgar a TBF, já divulga também o redutor R e a TR, facilitando o cálculo.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Brasil é elevado a grau de investimento; Bovespa dispara

Agência Estado

SÃO PAULO - A principal agência de classificação de risco Standard & Poor's elevou a classificação de risco do Brasil para investment grade . Isso significa que os títulos da dívida do Brasil agora são considerados com baixo risco de crédito.

A decisão ofuscou a decisão de corte de juros nos Estados Unidos para o mercado financeiro doméstico. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) disparou depois da notícia, recuperando rapidamente 65 mil pontos e já operando aos 66 mil pontos. Dólar e juros despencam.

Entre outras coisas, a S&P elevou o rating do Brasil para "BBB-" (investment grade), elevou o rating da dívida/moeda estrangeira de "BB+" para "BBB-", o rating dívida em moeda local de longo prazo de BBB p/BBB+; e manteve a perspectiva dos ratings de longo prazo do Brasil em estável.

Por volta das 16 horas, o Ibovespa operava em alta de 3,68%, aos 66.113 pontos, depois de atingir a máxima de 3,77%, aos 66.234 pontos. No mercado de câmbio, o dólar no balcão passou a renovar as mínimas e, há instantes, estava no piso de R$ 1,6650, baixa de 2,40%; e na roda da BM&F recuava 1,06%, a R$ 1,686.

Já perto do término da sessão na BM&F, o mercado de juros, ampliou fortemente a queda após a notícia de que a S&P elevou a classificação do Brasil à investment grade. O DI janeiro de 2010, que oscilava a 13,74% antes do anúncio, bateu a mínima de 13,65%, de 13,85% ontem.

A equipe do ministro da Fazenda recebeu a informação do investment grade pela S&P um pouco antes da divulgação oficial da agência internacional de classificação de risco. A notícia foi comemorada porque o upgrade para grau de investimento veio mais rápido. A expectativa maior era de que o Brasil receberia o grau de investimento no final do primeiro semestre.

'Maturidade'


De acordo com a analista de crédito da S&P, Lisa Schineller, o Brasil é o 14º país com dívida em moeda estrangeira a receber classificação "grau de investimento". "A elevação reflete a maturidade das instituições e da estrutura política do Brasil, como evidenciado pela melhora fiscal e da dívida externa e também pelo avanço na tendência de perspectivas de crescimento", diz a analista.

"A dívida líquida geral do governo continua maior que a de muitos países com rating "BBB", mas é bastante previsível que o histórico de pragmatismo fiscal e de polícias de gerenciamento da dívida mitigam este risco", acrescentou Lisa.

A S&P diz ainda que a dívida externa do País, em ativos líquidos no exterior, caiu drasticamente - a dívida líquida é projetada em 3% dos recibos de conta corrente (CAR) em 2008, do excesso de 100% do CAR em 2004. Embora alguma deterioração seja provável devido à volta do déficit em conta corrente, esperamos que o aumento da dívida externa seja modesto.

Lisa explicou que a pragmática política macroeconômica fortaleceu os fundamentos para um crescimento real entre 4% e 4,5% em 2008. Um amplo mercado consumidor, a ampliação dos mercados de capitais e o crescente nível de formalização sustentam melhoras nas perspectivas de investimento.

Apesar das apertadas condições globais de crédito, a perspectiva de crescimento maduro do Brasil continua atraindo investimento estrangeiro direto (IED) diverso em termos de amplitude e destino. O fluxo de IED acumulado até abril é estimado em US$ 12,4 bilhões e caminha para bater o recorde de US$ 34,6 bilhões do ano passado. Espera-se que o IED cubra o atual déficit em conta corrente, estimado em US$ 20 bilhões para 2008.


Inflação


A diretora da S&P destaca ainda que a inflação no País subiu para 4,7% em março não só por causa das pressões globais dos preços de energia e alimentos, mas também por causa da demanda doméstica robusta. "Em contraste com pressões inflacionárias incontroladas em outros soberanos com ratings mais baixos, o Banco Central do Brasil iniciou um ciclo de aperto em 16 de abril de 2008, para garantir que os benefícios duramente conquistados associados com a baixa inflação serão mantidos", afirmou a analista em comunicado.

A política fiscal e seus indicadores são as principais fragilidades de crédito do Brasil, prossegue o comunicado da S&P. A dívida líquida geral do governo ficou em 47% do PIB (incluindo 7% do PIB nas operações de recompra do banco central) no fim de 2007, acima dos níveis para ratings de crédito semelhantes e acima de 20% do PIB para a média dos ratings BBB da agência.

Os resultados fiscais até março de 2008 sugerem que o governo está posicionado para acomodar a falta da receita da CPMF e gerou um superávit primário do setor público não financeiro de 3,8% do PIB - consistente com o histórico de 10 anos de cumprimento das metas primárias, diz o comunicado.

Lisa Schineller, analista de crédito soberano da agência, disse no comunicado que a perspectiva estável equilibra o elevado nível da dívida do governo do Brasil contra o amadurecimento das perspectivas econômicas e baixo endividamento líquido externo e que a melhora da qualidade de crédito deve se seguir a partir de um declínio mais pronunciado da dívida do governo e dos desequilíbrios fiscais.

"Passos de política para reduzir o nível do, e a rigidez no, atual gasto do governo, ou ambos, devem fortalecer a posição fiscal do Brasil e facilitar um declínio maior na taxa de juro, com implicações positivas para o investimento e crescimento e um declínio mais rápido nos encargos da dívida do País", disse Schineller. "A passagem da reforma tributária ou de seguridade social, que a S&P não espera dentro do horizonte de rating, seria um choque positivo para a confiança e contribuiria para fortalecer a qualidade de crédito".

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Petrobras faz desdobramento e reduz preço de ações pela metade

Vinícius Pinheiro - AE

Investir em papéis da Petrobras ficou "mais barato" a partir de hoje, data em que passa a valer o desdobramento de ações da estatal. A operação consiste em multiplicar o total de papéis em circulação no mercado, sem aumento de capital. No caso da Petrobras, o número de ações da companhia irá dobrar e, deste modo, o preço cairá pela metade. Os acionistas da empresa não sofreram perdas, já que receberam um novo papel para cada ação que possuíam na última sexta-feira.

O principal objetivo do desdobramento é facilitar o acesso do pequeno investidor à companhia. Hoje existem duas maneiras de se investir na Bolsa: comprando o lote padrão, composto por 100 ações, ou ingressando no mercado fracionário, no qual o investidor pode adquirir até 1 ação da companhia. Porém, como o fracionário possui menor volume de negócios, os preços costumam ser menos vantajosos.

Pela cotação de fechamento de sexta-feira, a R$ 84,30, o interessado em aplicar em Petrobras precisaria desembolsar R$ 8.430,00 para obter o lote integral. Se o desdobramento já estivesse valendo, esse valor cairia para R$ 4.160,00.

Além do maior acesso, o menor preço da ação proporciona um efeito “psicológico”, já que muitos investidores, imaginando que a procura pelos papéis aumentará, acabam comprando a ação, o que leva a uma valorização extra.

A última operação de desdobramento feita pela Petrobras ocorreu em setembro de 2005. Desde então, o número de acionistas da empresa aumentou em 88 mil. No total, a Petrobras possui 296 mil acionistas, sem considerar os cotistas de fundos de investimento que aplicam em papéis da estatal.

sábado, 26 de abril de 2008

Os jovens preferem os clubes

Yolanda Fordelone - AE

Um dos problemas que o jovem se depara quando resolve investir em ações é a necessidade de uma boa quantia de dinheiro para entrar na Bolsa. O pouco conhecimento é outro fator que o afasta desse mercado. Uma estratégia para esse público é se juntar aos amigos, conseguir orientação de uma corretora e aplicar por meio de clubes de investimento. Se bem gerido, o clube pode oferecer rendimentos maiores do que a poupança e fundos.

Ao invés de juntar R$ 15 mil cada um, os participantes do Fórum dos Jovens Empreendedores da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) juntaram a quantia em conjunto e resolveram fundar seu próprio clube, em 2004. “Começamos com 20 cotistas e hoje temos 34. O patrimônio evoluiu para cerca de R$ 334 mil”, diz o membro do clube, Eduardo Strang.

O Fórum promove debates entre jovens empresários uma vez por mês. Não há limite de idade para participar, mas, segundo um levantamento do órgão, 42% dos freqüentadores têm até 30 anos. Amadeu Zamboni Neto, membro e responsável pela escolha dos papéis da carteira do clube, afirma que o cotista mais novo tem 24 anos.

“Quando você aplica em um fundo de ações de um banco não conhece o gestor. No clube você sabe quem aplica seu dinheiro”, compara Zamboni. O investimento é visto como uma poupança de longo prazo. “Procuro ser conservador na escolha dos papéis. A maioria das ações faz parte do Ibovespa. Não invisto em papéis arriscados. A ação menos conhecida é a da Dimed, uma rede de farmácias do Sul”, diz.

Os cotistas mais interessados recebem diariamente o relatório da corretora Solidez sobre o resultado da carteira. Para os que não acompanham a evolução de perto, Zamboni faz um panorama do mês em relatórios periódicos.

Nas faculdades

Se você não quer fazer parte de uma Associação para investir em um clube, não se preocupe: as próprias faculdades estão montando clubes de investimento. “Não precisa ter muito recurso, pois em conjunto acaba formando um bom valor”, diz o sócio-diretor da corretora Geração Futuro, Wagner Salaverry.

A Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) resolveu montar um clube em março do ano passado, com três cotistas e R$ 40 mil. Atualmente, já conta com 54 membros e quase R$ 200 mil. Nos últimos 12 meses, o clube acumula alta de quase 37%. O principal índice de ações da Bolsa, o Ibovespa, valorizou-se aproximadamente 32% no mesmo período.

Após juntar um grupo de pessoas – no mínimo três – o próximo passo do aluno é procurar uma corretora, que poderá orientar na formação do clube, em questões como decisão do valor das cotas e documentação necessária.

No caso do Centro Universitário Feevale, que fica em Nova Hamburgo – Rio Grande do Sul, o interesse surgiu em uma visita à Bovespa, em 2003. “Quando voltamos começamos a discutir a possibilidade e, em 2004, criamos o clube”, lembra o professor e coordenador do clube Marcelo Ayub. A estratégia também é aplicar no médio e longo prazo.

O investimento virou a sensação da pequena cidade. “Pais dos alunos vêm nos procurar para investir, mas somente pessoas da comunidade acadêmica podem se tornar membros”, afirma o professor. “Em 2007, atingimos o limite máximo de membros em um clube [150 pessoas]. Por haver mais pessoas da faculdade com intenção de investir, solicitamos à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) autorização para nos tornarmos um fundo”, afirma. Em outubro de 2007, o clube se transformou em fundo. O clube, que havia começado com pouco mais de R$ 4 mil e três cotistas, se transformou em um fundo com R$ 3,6 milhões de patrimônio e mais de 300 membros. O investimento mínimo é de R$ 100.

Segundo o diretor da Geração Futuro, o aluno pode continuar no clube ao terminar a faculdade, mas, se resgatar sua cota, não pode entrar mais. A corretora não fez um levantamento de quantos jovens que saem do clube tornaram-se seus clientes. Salaverry ressalta, no entanto, que esse investidor dificilmente retorna para investimentos conservadores, como poupança

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Fundos long short: da promessa à decepção

Vinícius Pinheiro - AE

Há alguns anos, a indústria de fundos de investimento viveu uma febre que atende pelo nome de “long short”, ou “comprado e vendido”, em uma tradução livre do jargão de mercado. Trata-se de uma categoria de fundos que aplicam em diversos mercados e que prometem ser imunes a crises.

Em pouco tempo, houve um intenso fluxo de recursos para esses fundos, a ponto de a maior parte deles não aceitar novos aplicadores. Atualmente, a Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid), que auto-regula o setor, registra 91 produtos desse tipo.

Depois de um excelente começo, o desempenho dos long short começou a minguar em conseqüência do agravamento da crise nos mercados financeiros internacionais. O resultado frustrou os investidores, que interpretaram as perdas como um sinal de que os fundos não cumpriram o prometido.

No acumulado deste ano até o dia 15 de abril, os long short registraram resgates de R$ 2,5 bilhões, o equivalente a quase 25% do patrimônio líquido – atualmente de R$ 7 bilhões. No período, esses fundos perderam, em média, 0,56% e, nos últimos 12 meses, o rendimento é de apenas 6,44%. Se o mesmo investidor tivesse aplicado o dinheiro em um fundo DI, considerado a opção mais conservadora de investimento, teria conseguido uma rentabilidade de 11% em 12 meses.

Como funcionam os long short

Existem várias estratégias possíveis para os fundos long short, mas o princípio de todos é basicamente o mesmo: ao contrário do que muitos acreditam, nem todas as informações disponíveis sobre uma ação ou um ativo financeiro estão refletidas nos preços. Diante dessa premissa, o gestor de recursos tenta identificar o que os outros investidores não viram e ganhar dinheiro a partir dessas distorções.

Na prática mais conhecida, o gestor compra uma ação que ele acha que vai subir e vende outra que ele acha que vai cair, ou apresentar um desempenho pior do que a primeira, em um determinado período. Assim, mesmo que os dois papéis caiam – caso haja, por exemplo, uma crise no mercado – o fundo registrará ganhos, desde que a aposta do gestor se mostre correta e a queda da ação que ele comprou for menor do que a que ele vendeu.

O mais comum é que as apostas se concentrem em ações de um mesmo setor ou entre papéis ordinários (ON) e preferenciais (PN) de uma mesma empresa. Mas também é possível que o gestor aposte em um alta de preço a longo prazo e compre ações – o mercado chama essa estratégia de “comprada” ou “long” – e, ao mesmo tempo, aposte na queda de preços – “vendido” ou “short” – em contratos de Ibovespa futuro, negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). Para ser considerado um “long short puro”, a posição do fundo precisa ser neutra, ou seja, o valor comprado precisa ser exatamente o mesmo que o vendido.

O que deu errado

Na análise do diretor da empresa de gestão de recursos Modal Asset Management, Alexandre Póvoa, o primeiro erro dos long short foi justamente não se manterem neutros. Ou seja, a maior parte dos gestores optou por adotar uma posição comprada maior do que a vendida, ou vice-versa. “Desta forma, os fundos ficaram tão sujeitos à oscilação de mercado quanto qualquer fundo considerado arriscado”, diz.

A segunda razão para as perdas foi um erro na avaliação do cenário, logo no início da crise, em agosto do ano passado. Com a possibilidade de desaceleração da economia mundial, esperava-se que as ações de empresas como Petrobras e Vale – produtoras de matérias-primas (commodities) seriam as mais atingidas. Enquanto isso, as companhias com menor negociação na Bolsa, mais ligadas aos fundamentos da economia interna, apresentariam melhor resultado.

Pensando nisso, muitos fundos long short compraram Vale e Petrobras e venderam Ibovespa futuro, já que essas ações possuem forte peso no índice da bolsa brasileira. “Aconteceu exatamente contrário, os dois papéis praticamente dobraram de valor enquanto as ações menos negociadas registraram queda”, lembra Póvoa. Esse erro pode ser explicado pelo comportamento do investidor estrangeiro, que fugiu das ações com menor liquidez por conta da crise nos mercados, explica o gestor da Arsenal Investimentos, Leopoldo Barreto Junior. “Outra aposta de compra dos long short foram as empresas que fizeram ofertas de ações (IPOs) recentemente, que também acabaram afetadas pela saída dos estrangeiros”, completa.

O mau resultado dos long short acabou criando um círculo vicioso, já que os saques solicitados pelos investidores obrigaram os gestores a venderem os papéis, o que levou a novas perdas.

Perspectivas

Os especialistas avaliam ser difícil prever quando os fundos voltarão a apresentar bom desempenho. “Se antes havia fila para investir em long short e poucas oportunidades de mercado, com a queda das ações as oportunidades se multiplicaram, mas agora os fundos só recebem ordens de resgate”, diz Barreto. Ele também atribui a decepção com os long short ao comportamento do investidor, atraído apenas pelo desempenho passado da aplicação, mas sem conhecer a natureza do investimento. O gestor da Arsenal recomenda atualmente uma pequena alocação nesse tipo de fundo, de no máximo 10% do capital para quem tem prazo de investimento de dois anos, por conta da incerteza que ainda paira nos mercados. Ou seja, quem aplicou uma parcela maior da poupança neste tipo de fundo deveria, segundo ele, rever o investimento.

Já o diretor da Modal Asset sugere ao investidor que pretende aplicar em long short pelo menos três passos: 1) conhecer melhor o produto e saber se o fundo adota uma posição neutra; 2) obter informações sobre o gestor e pesquisar bem os fundos disponíveis no mercado; 3) ter paciência, pois em muitos casos a estratégia do gestor leva tempo para se concretizar.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Lucro da Vale cai 55,8% no primeiro trimestre, para R$ 2,253 bilhões

Valor OnlineO Globo Online

RIO - A Vale fechou o primeiro trimestre do ano com lucro líquido de R$ 2,253 bilhões, uma queda de 55,8% em relação aos R$ 5,095 bilhões entre janeiro e março de 2007 e um recuo de 48,9% frente aos R$ 4,411 bilhões do quarto trimestre do ano passado.

Alguns analistas esperavam um recuo frente a igual período de 2007, mas não nessa proporção. Pelas projeções da Brascan Corretora, o lucro líquido do primeiro trimestre deveria ser de R$ 4,48 bilhões.

Segundo nota da companhia, o resultado menor foi puxado por queda de R$ 2,755 bilhões no lucro operacional em relação ao primeiro trimestre de 2007, devido a preços menores principalmente do níquel e do alumínio no período de janeiro a março de 2008. Além disso, a empresa ressalta as perdas de R$ 2,056 bilhões no resultado financeiro (ante perdas de R$ 208 milhões no primeiro trimestre de 2007).

A companhia informou que as perdas financeiras aconteceram em função das variações monetárias e cambiais, que geraram perdas de R$ 622 milhões, além do prejuízo com derivativos, que atingiram R$ 548 milhões no trimestre.

"A forte volatilidade dos preços dos metais durante o primeiro trimestre do ano, resultou em perdas nas operações com derivativos destinadas à proteção do fluxo de caixa", explicou a empresa em comunicado aos investidores.

A receita bruta da mineradora atingiu R$ 14,549 bilhões entre janeiro e março, uma queda de 12,5% em relação ao registrado no primeiro trimestre do ano passado. A geração de caixa, medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) foi de R$ 6,638 bilhões, um resultado R$ 2,298 bilhões abaixo (-25%) do primeiro trimestre de 2007. Já o lucro operacional medido pelo Ebit (lucro antes de juros e impostos) recuou 34,1%, para R$ 5,325 bilhões.

Por outro lado, as exportações cresceram 23,5%, chegando a US$ 3,014 bilhões em relação ao início do ano passado. Os embarques de alumínio, alumina, cobalto e metais do grupo de platina tiveram resultados recordes no início deste ano.

A Vale ainda bateu recorde de vendas em minério de ferro e pelotas, com crescimento de 14,2%. O minério de ferro foi o produto que obteve a maior participação individual na receita da companhia, de R$ 5,2 bilhões.

A companhia ainda informou que projeta desaceleração da economia mundial devido ao choque financeiro global que teve origem nos problemas com hipotecas de alto risco nos EUA.

As ações PN da Vale que já tinham terminado o pregão convencional em queda de 2,8%, ampliaram as perdas no after market (negociação após o pregão normal) da Bovespa para 4,11%, a R$ 50,53. Já as ON terminaram as negociações do after market com baixa de 4,39%, a R$ 61,95.

Legrand anuncia compra da brasileira HDL

SÃO PAULO - A francesa Legrand anunciou hoje a compra da brasileira HDL, que oferece soluções em interfonia e fechaduras elétricas. A operação, cujos termos financeiros não foram revelados, está sujeita à aprovação das autoridades reguladoras.

A iniciativa faz parte da estratégia da Legrand de aquisições focadas e marca a terceira transação da empresa francesa neste ano.

Como explicou em nota, a compra contribuiu para a aceleração do desenvolvimento da companhia francesa em mercados emergentes, que responderam por 25% das vendas líquidas consolidadas da Legrand em 2007.

Com 300 funcionários e dois locais de produção - um em Manaus e outro em Itu, a HDL registrou expansão de 26% nas vendas no ano passado no confronto com um calendário atrás, para 20 milhões de euros, destacou a empresa francesa no documento disponível em sua página eletrônica.

(Juliana Cardoso | Valor Online)

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Lucro da Suzano Papel e Celulose cresce 21%

SÃO PAULO - A Suzano Papel e Celulose encerrou o primeiro trimestre de 2008 com lucro líquido de R$ 128,6 milhões, o que representa um crescimento de 21% em relação ao mesmo período do exercício anterior, quando o ganho líquido somou R$ 106,14 milhões. A receita líquida da empresa marcou R$ 969,67 milhões, com alta de 19,8% sobre os três primeiros meses de 2007.

A geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de impostos, juros, amortizações e depreciações) ficou em R$ 341,16 milhões, com elevação de 24,2% na comparação com o primeiro trimestre de 2007. A margem Ebitda, relação entre a geração de caixa e a receita líquida, foi de 35,2%, contra 33,9% registrados um ano antes.

(Valor Online)

SÃO PAULO - A Natura encerrou o primeiro trimestre deste ano com lucro líquido consolidado de R$ 79 milhões, o que representa uma ligeira queda de 1,7

O Globo

SÃO PAULO - A Polícia Federal (PF) em São Paulo, prendeu nesta quarta-feira pela manhã, no Rio, um alto funcionário do Banco Credit Suisse, uma das três maiores instituições financeiras privadas do mundo. A prisão do funcionário C.P.W. (cujo nome inteiro não foi divulgado pela PF), aconteceu em continuidade à "Operação Suiça" deflagrada em 2006, na qual foram realizadas buscas e apreensões no escritório de representações do Banco Credit Suisse e nas residências de funcionários.

A Polícia Federal prendeu C.P.W após acompanhá-lo por tempo integral desde sua estada em São Paulo, quando permaneceu por cerca de 10 dias, até seu retorno ao Rio de Janeiro, quando foi preso.
Captação irregular

À época em que foi deflagrada a "Operação Suiça", a instituição financeira foi investigada por funcionar no Brasil sem autorização do Bacen, bem como por enviar recursos de seus clientes ao exterior utilizando-se de doleiros. Seus funcionários foram denunciados por crimes financeiros e lavagem de dinheiro. O escritório de representações foi encerrado, porém a instituição financeira continuou exercendo as atividades privativas de instituição financeira sem autorização do Bacen, enviando funcionários diretamente da Suiça para ter contato com os clientes no Brasil.

A maneira de atuar do banco, após as sucessivas operações desencadeadas pela Polícia Federal, sofreu profundas mudanças. Eles passaram a utilizar os chamados "officers" ou "flyers", papel que estava sendo desempenhado pelo funcionário que foi preso, que periodicamente vinha ao Brasil com a finalidade de captar novos clientes para abertura de contas e investimentos em seus bancos, fazendo ainda contato com clientes antigos, para a administração e movimentação de suas contas.
Clientes investigados

Os diversos clientes brasileiros que possuem contas numeradas no Credit Suisse, foram identificados e sofrerão investigações das autoridades brasileiras. Nos últimos anos, a Polícia Federal deflagrou operações contra a atuação de Bancos estrangeiros (Credit Suisse, UBS, Clariden e AIG) que atuavam em território nacional sem autorização das autoridades e contra doleiros utilizados no esquema. Tais pperações foram chamadas Suiça, Kaspar I e Kaspar II.

Lucro da Natura cai 1,7% no primeiro trimestre

SÃO PAULO - A Natura encerrou o primeiro trimestre deste ano com lucro líquido consolidado de R$ 79 milhões, o que representa uma ligeira queda de 1,7% em relação ao mesmo período de 2007, quando o ganho somou R$ 80,3 milhões. O aprofundamento do prejuízo operacional das operações internacionais da companhia, que avançou 96,4%, para R$ 16,5 milhões, foi o principal responsável pelo lucro menor no trimestre.

Segundo o vice-presidente financeiro, David Uba, a expansão das operações no México, Colômbia e Venezuela, além do planejamento para a entrada no mercado norte-americano têm exigido grandes investimentos, o que acabou prejudicando o lucro consolidado do trimestre.

Esses são os três países da América Latina onde a Natura tem operação mais recente e que exigem maiores investimentos na atração de consultoras e em infra-estrutura de distribuição. Para esses países, a Natura acredita que a operação só passe a ser lucrativa entre quatro e cinco anos.

A receita líquida consolidada da empresa registrou alta de 10,82% no primeiro trimestre, para R$ 668 milhões. O custo dos produtos vendidos, no entanto, avançou mais, 14,3 %, fechando o trimestre em R$ 226,4 milhões.

Com isso, a geração de caixa medida pelo Lajida (lucro antes de juros, impostos, amortizações e depreciações) subiu 5,8 %, para R$ 131,6 milhões. A margem Lajida, que marca a relação entre geração de caixa e receita líquida, ficou em 19,7%, com recuo de 0,9 ponto percentual.

(Murillo Camarotto | Valor Online)

Bovespa vê empresas de TI perderem R$ 1bi

SÃO PAULO - Ações de empresas do setor informática perderam este ano R$ 1 bilhão em valor de mercado.

Estas empresas são pressionadas por um cenário de forte oscilação da Bovespa, que reduziu o apetite dos investidores por ativos menos líquidos.

Apesar de apresentarem resultados consistentes e estarem inseridas em um momento de crescimento da economia, Datasul e Totvs, produtoras de software empresarial; IdeiasNet, holding de investimento em empresas de tecnologia; e UOL, provedor de Internet; acumularam perdas de 1,043 bilhão de reais até 14 de abril, de acordo com dados da Economática.

E como se não bastasse, ações da Positivo Informática, maior fabricante de computadores do país, registraram perda de cerca de 50 por cento no mesmo período, e as ações da Bematech, fabricante de soluções de automação comercial, recuaram cerca de 30 por cento.

Para a analista Luciana Leocádio, da Ativa Corretora, os bons resultados não impedem que a falta de liquidez penalize os papéis dessas companhias. "O investidor estrangeiro não se sente confortável com o risco da baixa liquidez", disse a analista à Reuters.

A opinião é compartilhada por outro analista que prefere não ter seu nome revelado. Para ele, "é preciso ter em mente que a aversão maior ao risco por parte do mercado afeta principalmente as empresas de baixa liquidez".

A Datasul, especializada em software para grandes empresas, reconhece que enfrenta a desvantagem da baixa liquidez, segundo a diretora de relações com investidores (RI), Monica Carvalho Molina. Mas, na sua opinião, não se trata apenas disso.

"O mercado sempre nos penalizou pela baixa liquidez, mas hoje já existem fundos que só investem em small caps", disse a diretora. Para ela, entretanto, o que existe "é um grande desconhecimento do que seja TI", afirmou, referindo-se à sigla de tecnologia da informação.

"Para o investidor estrangeiro, TI está associado à Índia e aos processos de terceirização onde a inteligência fica no cliente" e não nas companhias de tecnologia, segundo Monica.

Por isso, a diretoria de RI da companhia tem procurado fazer encontros com investidores e analistas para tentar "tangibilizar o que é o mundo de software, algo ainda intangível para muitos deles", explicou.

ESTRATÉGIA

A Datasul, listada na Bovespa desde junho de 2006, também promove uma série de ações com as quais espera mitigar o efeito da baixa liquidez, de acordo com Monica. Uma delas foi a contratação de uma corretora para atuar como formadora de mercado para as ações, que todos os dias se obriga a apresentar ofertas de compra e venda. Outra atitude foi iniciar um programa de recompra de ações. A estratégia ainda envolve se aproximar de investidores "que trarão mais benefícios e liquidez para as ações", afirmou.

A Totvs, que atende o pouco penetrado mercado de pequenas e médias empresas do país e vem ampliando faturamento em 20 por cento ao ano, segue estratégia semelhante, promovendo encontros com investidores para divulgar seu papel e a performance da empresa.

"Hoje nosso foco continua sendo muito forte no operacional. Temos que entregar operacionalmente (resultados) e fazer processo de comunicação", disse José Rogerio Luiz, vice-presidente de gestão e relações com investidores da Totvs. Em 2006, a empresa fez 738 contatos com investidores e até agora neste ano já foram mais de 300.

"Software de gestão é item de primeira necessidade para as empresas. Com base nisso, a valorização de nossas ações é uma questão de tempo e da nossa capacidade de vendas", disse o executivo.

Segundo Luiz, o preço atual da ação da Totvs na Bovespa ao redor de 50 reais não é justo ao ser negociado com desconto em relação aos pares da empresa na Europa e nos Estados Unidos.

"Mas se de um lado não estamos contentes com a precificação de hoje, a entrega operacional e a nossa perspectiva de entrega são consistentes. Se o mercado não reconhecesse isso, a ação teria caído mais ainda", disse o executivo. A ação ordinária da Totvs acumula queda de cerca de 10 por cento este ano em relação ao final de 2007.

Apesar do momento de turbulência, a tendência para as empresas de Tecnologia da Informação é de expansão que deve ser acompanhada no futuro pelas ações, diz o analista Daniel Busquets, da DGF Investimentos, gestora de fundos de capital empreendedor e private equity.

"As companhias de tecnologia, em geral, apresentam de fato graus de risco mais elevados em comparação a outras companhias mais tradicionais (...) no entanto, tais empresas apresentam também potenciais de crescimentos substanciais", afirmou o analista.

"Em geral, as companhias brasileiras de TI têm muito espaço para crescer de forma consistente e acelerada no futuro e os preços (das ações) tenderão a se ajustar", afirmou.
Reuters