Jamil Chade, de O Estado de S. Paulo
GENEBRA - O crescimento das exportações do Brasil foi, ao lado da Rússia, o menor entre os Brics (bloco formado pelas economias emergentes de Brasil, Rússia, China e Índia) e representa apenas 1,2% do comércio mundial, segundo divulgou nesta quinta-feira, 17, a Organização Mundial do Comércio (OMC). Apesar disso, o País subiu uma posição no ranking dos maiores exportadores do mundo, ficando em 23º lugar, uma posição acima da que ocupava em 2007.
A OMC, porém, alerta que 2008 será um ano difícil para o comércio. Os fluxos de bens, diante da crise, devem aumentar em apenas 4,5%, a menor taxa nos últimos três anos. A desaceleração da economia americana e européia serão sentidas e o crescimento dos emergentes não será suficiente para compensar a queda.
Para analistas, a alta da taxa básica de juro, a Selic, para 11,75%, deverá reforçar a tendência de ingresso de recursos de curto prazo no País, contribuindo para maior valorização do real. Como a queda do dólar estimula as importações e torna as exportações menos competitivas, o efeito da pressão sobre a taxa de câmbio pode ser uma piora nas contas externas. O aumento de 0,50 ponto percentual na Selic foi anunciado na última quarta-feira pelo Comitê de Política Monetária (Copom).
A entrada de recursos, no entanto, será estimulada porque vai aumentar a diferença entre os juros no Brasil e os cobrados nos principais mercados externos. Assim, os investidores serão incentivados a fazer as chamadas operações de "arbitragem", em que captam recurso lá fora e aplicam no mercado brasileiro, ganhando com a diferença.
quinta-feira, 17 de abril de 2008
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