sexta-feira, 16 de maio de 2008

Lucro do Wal-Mart cresce 6,9%

O Wal-Mart, maior empresa de varejo do mundo, obteve um aumento de 6,9% em seu lucro líquido no primeiro trimestre fiscal (encerrado em 30 de abril), comparado ao do mesmo período do ano passado. O resultado chegou a US$ 3,02 bilhões, ou US$ 0,76 por ação.

O faturamento líquido teve uma expansão de 10%, para US$ 94,12 bilhões. A receita também aumentou 10%, saindo de US$ 86,4 bilhões no primeiro trimestre fiscal de 2007 para US$ 95,3 bilhões.

No mês passado, a empresa havia previsto um lucro operacional de US$ 0,74 a US$ 0,76 por ação no primeiro trimestre. Analistas consultados pela Thomson Reuters projetavam, em média, lucro de US$ 0,75 por ação, sobre vendas de US$ 93,22 bilhões.

"Tivemos um começo sólido, com faturamento e lucro recordes no primeiro trimestre", disse o presidente e executivo-chefe do Wal-Mart, Lee Scott. As vendas na categoria mesmas lojas nos EUA excluindo combustíveis, aumentaram 2,9%.

Para o segundo trimestre, a companhia espera lucro de US$ 0,78 a US$ 0,81 por ação, comparado a uma estimativa média de Wall Street de US$ 0,81 por ação. O Wal-Mart estima que as vendas na categoria mesmas lojas nos EUA ficarão estáveis ou, no máximo, crescerão 2% no segundo trimestre.

Fonte: Agência Estado

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Petrobras anuncia lucro acima da expectativa no primeiro trimestre

Em um dos balanços mais aguardados pelos investidores, a Petrobras anunciou hoje lucro líquido de R$ 6,925 bilhões no primeiro trimestre de 2008, o que representa uma alta de 68% em relação ao apurado no mesmo período do ano anterior.

O resultado veio acima das previsões dos analistas consultados pela Agência Estado, que projetavam lucro de R$ 5,524 bilhões nos três primeiros meses deste ano. Com isso, a expectativa é de que as ações da estatal registrem alta na abertura do pregão da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) desta terça-feira.

De acordo com a empresa, o aumento no resultado se deve à redução nas despesas operacionais e à menor apreciação do real no período. O comportamento do câmbio provocou um efeito positivo de R$ 535 milhões sobre o resultado financeiro líquido da estatal.

A estatal destaca também a alta da produção de óleo e gás natural no trimestre, além do aumento dos preços do petróleo e derivados como impactos positivos. A produção média total da Petrobras aumentou 2% no primeiro trimestre de 2008, em relação ao mesmo período de 2007, para 2,345 milhões de barris de óleo equivalente de óleo e gás por dia.

Valor de mercado

O valor de mercado da Petrobras atingiu R$ 263 bilhões no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2007, uma alta de 69%, de acordo com o balanço da empresa. Segundo a companhia, o resultado foi impulsionado pelo resultado na área de exploração da camada pré-sal e pelo potencial de crescimento da produção.

Agencia Estado

Ações da EDS disparam 27% com notícia de possível aquisição da empresa pela HP

SÃO PAULO - As ações da empresa de serviços de tecnologia EDS disparam 27,25% hoje, para US$ 24, diante das notícias de que a Hewlett-Packard estaria negociando a aquisição da companhia. A compra, avaliada entre US$ 12 bilhões e US$ 13 bilhões, poderia ser anunciada ainda nesta semana, segundo reportagem da edição online do Wall Street Journal, que cita pessoas ligadas à transação.

Também como reação aos rumores, os papéis da HP caíram 5,05%, para US$ 46,65.

Se o negócio for realizado, será a maior aquisição feita pela HP desde a compra da Compaq por US$ 19 bilhões em maio de 2002.

(Valor Online, com agências internacionais)

Imprensa britânica destaca momento econômico do Brasil

Avaliações positivas sobre o Brasil continuam surgindo na imprensa britânica. A edição desta segunda-feira (12) do jornal "Financial Times" (FT) diz que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve deixar o cargo em 2010 como "o presidente do grau de investimento". Já seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso, ficou conhecido como o "presidente do apagão", apesar de ter deixado a estabilidade econômica do país que tornou Lula tão popular. Já para o jornal "The Guardian", "o país do futuro finalmente chegou", conforme edição do último sábado.

As duas publicações destacam os avanços econômicos obtidos pelo Brasil nos últimos anos. "Após anos de desaceleração, a economia está zunindo alegremente. O investimento, o crédito e o emprego estão em níveis não vistos há décadas. O consumo está galopando, assim como a popularidade do Sr. Lula da Silva", afirma o FT.

"Apesar da crise econômica, o governo brasileiro recentemente elevou a projeção de crescimento para este ano a 5% - menor do que os outros países emergentes em destaque, conhecidos como Bric - Rússia, Índia e China - mas impressionante para um país em desenvolvimento", aponta o Guardian.


País do futuro

O jornal lembra que durante muitos anos o Brasil foi tratado como "o país do futuro", mas uma série de crises políticas e econômicas fazia com que essa condição não fosse atingida. "Agora as coisas parecem estar mudando", afirma. "De laranjas e minério de ferro a biocombustíveis, as exportações brasileiras estão crescendo rapidamente, criando uma nova geração de magnatas."

Para o FT, resta saber se a "extraordinária" sorte política de Lula vai continuar. O jornal lembra que o presidente superou o escândalo do mensalão. No entanto, o Congresso está paralisado. Além disso, a política fiscal do país, ao contrário da monetária, continua heterodoxa, com aumento dos gastos públicos e da dívida interna.


Poucas mudanças

Com o Congresso em pouca atividade, é improvável que a política fiscal brasileira passe por mudanças, avalia o FT. "Esse pode não ser um problema imediato, desde que os preços das matérias-primas (commodities) continuem elevados e o investimento estrangeiro direto (IED) siga cobrindo o recém adquirido déficit em conta corrente brasileiro (saldo negativo de todas as transações do País com o exterior)."

Conforme o Guardian, os efeitos de uma possível queda nas cotações das commodities levantam incertezas. "Alguns acreditam que isso resultaria em um final dramático para o 'boom' do Brasil", diz. "Outros questionam se os sistemas de infra-estrutura e de educação são fortes o suficiente para manter o momento econômico".

Fonte: G1

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Lucro da Embraer aumenta 8% no primeiro trimestre, para R$ 63,4 milhões

Valor Online

SÃO PAULO - A Embraer fechou o primeiro trimestre com lucro líquido de R$ 63,4 milhões, 8,4% acima dos R$ 58,5 milhões apurados em mesmo período do ano passado. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) correspondeu a R$ 131,5 milhões, melhor do que os R$ 113,7 milhões dos três primeiros meses de 2007. A margem Ebitda diminuiu, indo de 6,5% para 5,7%.

A receita líquida somou R$ 2,314 bilhões, passando em 32% o R$ 1,753 bilhão de janeiro a março do calendário anterior em razão do aumento do número de entregas, e parcialmente compensado pelo mix de produtos entregues e pela queda da taxa de câmbio, observou a Embraer em nota disponível em sua página eletrônica.

Ao final do primeiro trimestre deste ano, a carteira de pedidos firmes atingiu US$ 20,3 bilhões, nível considerado recorde pela maior fabricante de jatos regionais do mundo. A companhia explicou que isso foi resultado da combinação das ordens anunciadas para a família Embraer 170/190, que já acumula um total de 835 pedidos firmes e 840 opções de compra, com bom desempenho de vendas de aeronaves para o mercado de Aviação Executiva, com destaque para as aeronaves da família Phenom, que já ultrapassaram 750 pedidos firmes em carteira.

No primeiro trimestre de 2008, a Embraer entregou 45 jatos para os segmentos de aviação comercial e aviação executiva, acima da marca de um ano antes, quando foram entregues 25 aeronaves.

Para este exercício, a empresa pretende entregar 195 a 200 aeronaves bem como 10 a 15 jatos Phenom 100, com certificação prevista para o segundo semestre do ano.

domingo, 4 de maio de 2008

Entenda como é calculada a poupança

Nathália Ferreira - AE

A aplicação mais conservadora e popular de todas tem sua rentabilidade mensal calculada com base em duas taxas de juro: 0,5%, que é uma taxa fixa, mais a TR (Taxa Referencial). A TR é calculada com base em outra taxa, conhecida como TBF (Taxa Básica Financeira). Pode parecer complicado, mas para chegar à rentabilidade da poupança, basta entender como funciona a TBF.

A TBF representa o rendimento médio dos Certificados de Depósito Bancário (CDB) e Recibos de Depósito Bancário (RDB) de 30 a 35 dias de prazo.

Não são todos os CDBs emitidos pelos bancos que entram no cálculo, mas apenas uma amostra que inclui os certificados emitidos pelas 30 instituições financeiras com maior volume de captação.

O Banco Central calcula a taxa média dos CDBs emitidos por cada uma dessas instituições, com base no valor do CDB, o que no mundo estatístico é conhecido como taxa média ponderada.

Isso significa que o aplicador de poupança só consegue calcular o rendimento de sua aplicação sabendo de antemão o valor da TBF. Isso porque ele desconhece quanto cada um dos 30 maiores bancos pagou para cada um dos seus clientes.

Mas, com a TBF em mãos, o aplicador pode calcular o seu rendimento. Basta aplicar um redutor, conhecido como “redutor R”.

Para se chegar à TR, primeiro é preciso calcular o redutor R, com a seguinte fórmula:

sendo que:

Em seguida, aplica-se o redutor R na seguinte fórmula:

A TR, que é o resultado final da fórmula, representa a correção monetária da poupança. Além dessa correção, o aplicador conta com uma rentabilidade de 0,5%, obtendo, assim, a rentabilidade da poupança.

Em 2008, o Conselho Monetário Nacional modificou o cálculo da TR, estabelecendo que, se em algum momento a TR for negativa, será considerada como zero no cálculo da poupança. Desta forma, a rentabilidade mínima de 0,5% ao mês está garantida.

Vamos ver se a fórmula deu certo:

O governo divulga uma TBF para o dia de 0,8443% (em termos anuais, entre 10,5% e 13%). Primeiro, vamos calcular o redutor R. Para isso, temos que dividir a TBF por 100, multiplicar pelo valor referente à “b” e somar com a taxa fixa de 1,005. O redutor R será de 1,0077.

Com o redutor em mãos, vamos calcular a TR. Para isso, dividimos a TBF por 100, somamos com 1, dividimos pelo redutor obtido na conta anterior, subtraímos 1 e multiplicamos por 100 para obter um número em porcentual. O resultado será de 0,0737. Esta é a TR daquele dia.

Para obter o rendimento da poupança, você deve primeiro corrigir o valor pela TR. Em seguida, sobre esse valor, você deve acrescentar o juro fixo de 0,5%. Por exemplo, uma caderneta com R$ 800, terá rendimento naquele dia de R$ 4,59.

Vale destacar que o governo ao divulgar a TBF, já divulga também o redutor R e a TR, facilitando o cálculo.