sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Wal-Mart planeja investimento recorde no Brasil em 2009

EXAME O Wal-Mart, maior rede de varejo do mundo, pretende investir um valor recorde de 1,6 bilhão a 1,8 bilhão de reais no Brasil no próximo ano. A cifra é a maior já aportada pela empresa americana desde que iniciou suas operações no país em 1995. Para se ter uma idéia, nos últimos quatro anos, a companhia investiu cerca de 3 bilhões no Brasil. Com os recursos, serão abertas de 80 a 90 lojas. O anúncio foi feito ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quarta-feira (13/8) pela cúpula do Wal-Mart. Participaram do encontro, os presidentes da rede no país, Hector Núñez, das Américas, Craig Herkert, e do Wal-Mart Internacional, Michael Duke.

As novas lojas deverão empregar mais de 9.000 pessoas. Apenas em 2008, o Wal-Mart vai investir 1,2 bilhão de reais na abertura de 36 pontos-de-venda. O projeto vai gerar 7.100 novos empregos diretos e 27.000 indiretos. Atualmente, a empresa conta com 318 lojas em 17 estados do Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste, mais o Distrito Federal. O quadro de funcionários atinge 70.000 pessoas.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

TVA detalha investimento de R$ 123 milhões em IPTV

Gazeta Mercantil - São Paulo,SP,Brazil

A TVA aproveitou a ABTA 2008, feira anual promovida pela Associação Brasileira de TV por Assinatura que começou ontem e será realizada até amanhã em São Paulo, para detalhar um investimento de R$ 123 milhões, realizado por parte da Telefônica, uma de suas controladoras, no serviço de IPTV (Internet Protocol Television), que consiste em oferecer programação televisiva através da rede IP (Internet Protocol), com interação entre TV, vídeo e internet.
O projeto da TVA e Telefônica prevê uma nova rede de fibra óptica, com banda mais larga, capaz de permitir troca de informações entre diferentes plataformas de comunicação, como TV, computadores e celulares. "Com essa nova rede, é possível proporcionar ao consumidor uma maior conectividade e também uma interatividade muito grande. Permitirá, inclusive, a personalização da TV", afirma a diretora-geral da TVA, Leila Loria. Dessa forma será possível ao consumidor "subir" imagens do celular para a TV, por exemplo, ou ter por meio da TV acesso a ícones que permitem interatividade como Google Map, YouTube, Facebook, trânsito, temperatura e outros canais como música. Nesse último, é possível saber quais as músicas que seus amigos , listados em sua comunidade, ouvem e até mesmo trocar rápidas informações. "Num futuro bem próximo será possível ‘conversar’ on-line com um amigo a respeito do que é veiculado na tela pela própria TV", conta o diretor de tecnologia e produtos para operadoras da Telefônica, Raúl Ortega Del Rio. Atualmente, a região dos Jardins, em São Paulo, já possui o cabeamento necessário para receber essa interatividade. "Outras regiões estão recebendo o cabeamento , mas não posso divulgar quais", diz Leila.
Além do serviço de IPTV, a TVA apresentou também o IPTV 3D, uma televisão em três dimensões. O piloto desse projeto está em desenvolvimento na Espanha e entrará em operações ainda experimental no final deste ano no país. Para o Brasil, a previsão é da tecnologia chegar em 2009. "É como assistir a um filme 3D sem o óculos", compara Leila. O projeto-piloto está em exposição no estande da TVA na ABTA.
Canais
A feira da ABTA também serviu como ocasião para o lançamento de diversos canais. A Turner reforça sua opção pela segmentação com os canais Infinito, voltado para um público que busca bem-estar estilo de vida; e o I.Sat, com conteúdo formado por séries e filmes, mas considerado alternativo. "É o lado B de atores e diretores, séries e filmes que não são vistos normalmente numa programação", comenta o vice-presidente da Turner no Brasil, Anthony Doyle. Há também o Toon Cast, de animação, e o Space, de ação e suspense.
Doyle diz acreditar que as programadoras têm um desafio pela frente. "Devemos atender às necessidades de quem já tem TV por assinatura e exige cada vez mais canais segmentados. Ao mesmo tempo, temos de prover canais com conteúdo para os novos assinantes, os chamados emergentes", afirma.
No caso da Discovery Net-works, responsável por canais como Discovery Channel, Kids, Home & Health, Animal Planet e People+Arts, entre outros, cerca de 20% da grade de programação dos canais são preenchidos com programação nacional. No ano passado foram 10 produções. Para este ano estão previstos mais seis programas feitos exclusivamente no Brasil. "Sempre buscamos abordar temas que, além do interesse no Brasil, levantem também interesse no exterior", comenta o gerente-geral do Discovery Net-works no Brasil, Fernando Medin. Entre os programas que passam a fazer parte da grade de programação dos canais da companhia ainda este ano estão Soluções para o Trânsito, Rio Ink, Viver para Contar, Destino Lua de Mel, Peixonauta e um documentário sobre Chico Mendes.
Para as crianças, o bloco infantil voltado para o público na idade pré-escolar, PlayHouse Disney, que vai ai ar pelo Disney Channel, se transforma agora em um canal independente, o PlayHouse Disney Channel. "Vamos manter o bloco por um bom tempo na programação do Disney, mas teremos o canal com novas séries e animações voltados especialmente para esse público", comenta o diretor de marketing da Disney no Brasil, Herbert Greco. "A expectativa é levar o novo canal para o maio número de assinantes possível", revela o executivo. Segundo ele, as negociações com as operadoras estão adiantadas e em setembro o canal já deve começar a ser exibido. "Atualmente, o negócio de TV por assinatura é considerado o mais importante para a companhia no Brasil", afirma Greco, sem informar em números qual é a participação da divisão nos negócios da Disney no Brasil.
(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 9)(Sheila Horvath)

sábado, 9 de agosto de 2008

Lucro do Unibanco sobe 22,8%

O lucro líquido do Unibanco, 6º maior banco do País, segundo o ranking do Banco Central (BC), cresceu 22,8% no primeiro semestre deste ano e alcançou R$ 1,497 bilhão. Se for considerado apenas o segundo trimestre, os ganhos subiram 18,5% em relação ao mesmo período do ano passado, para R$ 756 milhões.

Em relatório, os analistas do Banco Fator consideraram o resultado "bom e em linha com o esperado pelo mercado". No entanto, as ações Unit do Unibanco caíram 3,46% na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), para R$ 20,36.
Os papéis de outros grandes bancos também recuaram ontem, mas em menor magnitude: os preferenciais (PN) do Itaú, por exemplo, perderam 1,5% e os do Bradesco, 0,21%.
O vice-presidente corporativo do Unibanco, Geraldo Travaglia, destacou o papel do crédito no desempenho da instituição. Segundo ele, a carteira total de empréstimos cresceu 33,7% nos 12 meses encerrados em junho. As maiores taxas de expansão foram registradas nos mercados de veículos (86,9% de alta nos 12 meses terminados em junho), cartão de crédito (avanço de 35,9%) e pequenas, médias e microempresas (48,9% no mesmo período).
Segundo Travaglia, esses números confirmam a projeção feita pelo Unibanco, no fim do ano passado, de que a carteira de crédito cresceria 25% em 2008. O vice-presidente informou que, até o momento, o novo ciclo de alta da taxa básica de juros (Selic) não afetou a procura por empréstimos. "A demanda continua bastante sólida. A questão, para nós, é administrar o risco nesse ambiente."
Travaglia citou como exemplo a política do banco para financiamento de veículos, um dos mais sensíveis à alta do juro. "A maioria (75%) dos nossos recursos é ofertada por concessionárias e o prazo máximo dos empréstimos, de 48 meses."
O índice de inadimplência da instituição estava em 3,7% ao final do segundo trimestre, mesmo porcentual do fim de 2007. Em junho do ano passado, estava em 4,3%. "Nossa inadimplência está mais baixa do que a média do mercado, que é de 4%", frisou Travaglia.
Segundo ele, a alta da Selic, ao menos por enquanto, não afetou a inadimplência. "O que não significa que não vá afetar", disse o executivo. O Unibanco, aliás, está mais pessimista do que a média do mercado em relação à taxa de juros, principalmente para o ano que vem.
O departamento econômico da instituição espera que a Selic encerre 2008 em 14,75% ao ano e 2009, em 15,25%. Hoje, o mercado estima 14%. Para o Produto Interno Bruto (PIB), o Unibanco prevê alta de 4,8% neste ano e de 3% em 2009.
Assim como já havia ocorrido durante a divulgação dos resultados do Bradesco e do Itaú, o executivo do Unibanco disse que as novas regras do governo para a cobrança de tarifas impactaram negativamente o resultado. No primeiro trimestre deste ano, disse, as receitas com tarifas somaram R$ 914 milhões. No segundo trimestre, ficaram em R$ 916 milhões.
A regulamentação do Banco Central que limita a cobrança de tarifas começou a valer em abril. "Praticamente não houve crescimento, apesar de o número de clientes ter se expandido", observou Travaglia.
O executivo também explicou que a alta de 9% para 15% da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) do setor financeiro, anunciada em janeiro pelo governo, no pacote para cobrir as perdas com o fim da CPMF, não afetará os resultados. "Conseguimos constituir um crédito tributário equivalente à alta da alíquota."

Fonte: Último Segundo

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Embraer confirma demissões no Brasil

A fabricante de aeronaves Embraer confirmou nesta quinta-feira (7) que demitiu funcionários de sua sede em São José dos Campos, em São Paulo. A empresa, líder na produção mundial de jatos regionais, afirmou que os cortes afetaram especialmente funções gerenciais e são "normais" em empresas de grande porte.

"A Embraer confirma a realização de ajustes em sua estrutura organizacional, afetando posições gerenciais e administrativas, um movimento que ocorre com relativa freqüência em organizações industriais de grande porte, como é o caso", afirmou a assessoria de imprensa da fabricante ao G1. A assessoria disse que a empresa não revelaria o número de vagas fechadas.

A Embraer, que na semana passada informou lucro líquido de R$ 176,3 milhões no segundo trimestre, valor 121% maior que os R$ 79,7 milhões de igual período do ano passado, também não informou os motivos que levaram à reestruturação. Na ocasião da divulgação do balanço, afirmou que alguns cancelamentos de pedidos não afetavam as previsões de entregas de jatos da companhia para o ano fechado.

Sindicato

O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos afirma que as demissões podem ter chegado a 500 funcionários, segundo informações não-oficiais, uma vez que a companhia também não informou oficialmente o sindicato do número exato de demitidos.

O sindicato disse que as demissões aconteceram nos dias 4 e 5 deste mês, atingindo principalmente a área administrativa, mas também engenheiros e técnicos. A entidade questionou a necessidade das demissões, num momento em que a Embraer atinge números recordes de produção e lucratividade.

"Se não há crise, a única resposta para essas demissões é a ganância da empresa que, para aumentar seus lucros, está cortando postos de trabalho em decorrência da reestruturação produtiva que vem sendo implantada nas suas unidades", disse o presidente do sindicato, Adilson dos Santos, também em comunicado.

 

FOnte: G1

Gol decide cancelar dividendos e reduzir plano de frota; ação cai 10%

da Folha Online

A companhia aérea Gol anunciou nesta quinta-feira que suspendeu o programa de distribuição de dividendos em 2008 e reduziu o seu plano de frota no ano. Segundo a empresa, as duas medidas são uma resposta ao mau momento do setor aéreo, fortemente atingido pela alta do preço dos combustíveis.

Devido ao anúncio, as ações da empresa sofrem forte redução nesta quinta-feira. Na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), os papéis preferenciais da empresa apontam redução de 10,24%, cotada a R$ 16,65.

"Em razão do atual ambiente da indústria aérea, o Conselho de Administração acredita que a medida anunciada atende aos interesses dos acionistas e da Companhia, pois possibilita a Gol empregar o caixa para financiar seus investimentos e melhorar os índices financeiros da Companhia", informou a empresa em nota ao mercado.

"A suspensão da distribuição de dividendos é uma das diversas medidas tomadas para compensar os aumentos nos preços do petróleo e propicia à Administração a necessária flexibilidade para realizar investimentos, incluindo o programa de renovação da frota, a racionalização da capacidade de crescimento, a integração das operações da Gol e da Varig e a implementação de um novo sistema de vendas de passagens."

Desde a sua abertura de capital, em 2004, a Gol já distribuiu R$ 664,7 milhões em dividendos aos acionistas.

Plano de frota

Sobre o plano de frota, a Gol decidiu reduzi-la em duas aeronaves 737-800 em 2008 e cinco 737-800 para 2009. Com isso, a empresa espera chegar ao final do ano com 104 aeronaves --sete a menos do que no ano passado-- e em 108 em 2009.

Apesar da redução do plano de frota, a empresa ressaltou que o atual plano de modernização "garante que a frota da Gol mantenha sua posição entre as mais novas e modernas do mundo." A expectativa da empresa é chegar ao final do ano com uma idade média de 5,6 anos para a frota.

"A Companhia reviu seu plano de frota para adequar-se aos recentes aumentos nos preços do combustível e à maior concorrência na indústria de transporte aéreo, enquanto acelera seu programa de renovação da frota (anunciado em dezembro de 2007) e mantém sua estrutura de custos enxuta", explicou.

PepsiCo anuncia investimento de US$ 300 milhões no Brasil

Indra Krishnamurthy Nooyi, presidente mundial da gigante PepsiCo, anunciou que será feito um aporte da ordem de 300 milhões de dólares na subsidiária da empresa no Brasil, incluindo a construção de três novas plantas. A primeira será em Feira de Santana (BA) e deve entrar em funcionamento no próximo ano.  A segunda, com inauguração prevista para 2010, será no Distrito Industrial de Brasília, e a terceira deverá ser construída no Norte, porém o local ainda não foi definido. As três unidades produzirão a linha de salgadinhos e outros alimentos da empresa.

(Valor Econômico)

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Vale lucra R$ 4,573 bilhões no segundo trimestre, queda de 21,7%

YGOR SALLES
da Folha Online

A mineradora Vale do Rio Doce anunciou nesta quarta-feira que obteve lucro de R$ 4,573 bilhões no segundo trimestre, com baixa de 21,7% sobre o mesmo período do ano passado e alta de 57,8% sobre o primeiro trimestre, segundo o padrão contábil brasileiro.

No acumulado do primeiro semestre, a empresa apresentou lucro 37,6% menor do que em igual intervalo do ano passado --de R$ 10,937 bilhões no ano passado para R$ 6,826 bilhões.

Seguindo a contabilidade americana (US GAAP), expressa em dólares, o lucro da mineradora no segundo trimestre foi de US$ 5,009 bilhões, alta de 22,3% sobre o mesmo período do ano passado e de 147,8% sobre o primeiro trimestre deste ano. A diferença entre os dois resultados reside principalmente na variação cambial entre o dólar e o real.

"O desempenho da economia global na primeira metade do ano surpreendeu positivamente, estimando-se que tenha crescido à taxa ligeiramente superior a 4%. Isto se deveu à continuidade da expansão em ritmo acelerado das economias emergentes e da performance da economia americana, esta última influenciada principalmente pela desvalorização do dólar e pelo efeito pontual do pacote de estímulos fiscais", informou a empresa em comunicado ao mercado.

A receita operacional bruta da mineradora atingiu R$ 18,884 bilhões, alta de 3,8% sobre o mesmo período do ano passado. Segundo a empresa, trata-se do novo recorde trimestral. Já o Ebitda (lucro antes juros, impostos, depreciação e amortização) avançou 2,1%, a R$ 6,638 bilhões.

As exportações líquidas do trimestre atingiram US$ 3,589 bilhões, com recuo de 4,4% sobre o segundo trimestre do ano passado.

Já em volume, a empresa registrou recorde de embarque de alguns de seus produtos. Foi o caso do minério de ferro, principal produto da Vale, do qual foram embarcadas 78,665 milhões de toneladas métricas, com alta de 8,9% sobre o segundo trimestre.

Previsões

Para o segundo semestre, a mineradora aposta que o bom momento do mercado de minérios e metais não se reverterá --embora admita que a atual crise americana afete o preço do minério de ferro, as condições de obtenção de crédito e a demanda.

"Estimamos que a economia global continue a se desacelerar nesta segunda metade do ano, influenciada pelo desempenho das economias desenvolvidas, com o início da recuperação tendo lugar ao longo do primeiro semestre de 2009. A expansão nas economias emergentes deve se tornar mais moderada no curto prazo, porém com a manutenção de um ritmo ainda bastante forte. O diferencial de taxas de crescimento em relação ao mundo desenvolvido tende a se ampliar, caracterizando o 'descolamento relativo' das economias emergentes, fenômeno manifestado a partir do início desta década", explica a empresa.

O mercado chinês continuará sendo o principal motor das exportações, mesmo com previsão de uma desaceleração "suave" no crescimento daquele país. "É provável que o pico da inflação já tenha ficado para trás e que sua economia faça uma aterrissagem suave, passando de uma expansão acima de 10% nos últimos cinco anos para algo próximo a 9% nos próximos anos, taxa ainda muito elevada", explicou a empresa. "No curto prazo, o crescimento econômico da China permanece bastante sólido."

Montadoras batem novo recorde e produção chega a 2 milhões no ano

KAREN CAMACHO
Editora-assistente de Dinheiro da Folha Online

Atualizado às 11h40

A produção de veículos registrou novo recorde nos primeiros sete meses do ano, segundo dados da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). As vendas também tiveram bom desempenho. As exportações em julho, no entanto, voltaram a cair, depois de alta em junho.

Foram fabricados 320 mil veículos em julho, alta de 19,8% na comparação com o mesmo período de 2007 e de 3,5% em relação a junho deste ano. No acumulado do ano, a produção alcançou 2,01 milhões de unidades, alta de 21,8% na comparação com o mesmo período do ano passado.

As vendas no mercado doméstico, que impulsionam a produção nas fábricas, foram de 288 mil em julho, alta de 32,6% em relação ao mesmo período do ano passado e de 12,6% em relação a junho deste ano.

Nos sete primeiros meses do ano os licenciamentos alcançaram 1,7 milhão de unidades, aumento de 30,4% na comparação com o mesmo intervalo de 2007, que já havia sido recorde.

A expansão do crédito e a inadimplência sob controle explicam o super aquecimento do mercado interno.

Já as exportações registraram, em julho, embarques de US$ 1,231 bilhão, queda de 3,8% na comparação com junho e de 2,9% em relação a julho de 2007. No acumulado do ano, as exportações somaram US$ 8,118 bilhões, alta de 9,5% na comparação com o mesmo intervalo de 2007.

Os postos de trabalho nas montadoras totalizaram 129.422 vagas no mês passado. Apenas em julho foram criados 1,834 postos de trabalho.

Receita libera mais 1,4 milhão de restituições no terceiro lote do IR

EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

O terceiro lote de restituições do Imposto de Renda 2008 (ano-base 2007) vai incluir 1,433 milhão de contribuintes que vão receber de volta parte do imposto pago no ano passado.

Segundo a Receita, esse lote inclui todos os contribuintes com mais de 60 anos que ainda não receberam a sua restituição nos dois primeiros lotes, com exceção daqueles que tiveram algum problema na declaração.

A consulta ao terceiro lote será liberada às 8h da próxima sexta-feira (8) no site da Receita ou pelo telefone 146.

O total a ser pago será de R$ 1,5 bilhão, dinheiro que estará disponível nos bancos no próximo dia 15. A correção dos valores será feita pela taxa Selic, de 3,91%.

Pelas normas do imposto de renda, quem não informou o número da conta para crédito da restituição deverá procurar uma agência do Banco do Brasil, ou ligar para qualquer agência do BB ou para o BB Responde 4004-0001 nas capitais ou 0800-729-0001 nas demais localidades e pedir a transferência para qualquer banco em que tenha conta corrente ou poupança.

Desde junho, foram liberados 2.337.789 dos 24,3 milhões de declarações entregues neste ano.

Se o contribuinte não concordar com os valores deve sacar o dinheiro e reclamar depois à Receita. A restituição ficará disponível no banco por um ano.

 

Confira as datas do pagamento de cada lote:

  • 1º Lote: 16 de junho (já liberado)
  • 2º Lote: 15 de julho (já liberado)
  • 3º Lote: 15 de agosto
  • 4º Lote: 15 de setembro
  • 5º Lote: 15 de outubro
  • 6º Lote: 17 de novembro
  • 7º Lote: 15 de dezembro

Poupança tem melhor mês do ano e supera marca dos R$ 250 bi

BRASÍLIA - As cadernetas de poupança encerram o mês de julho com captação líquida positiva de R$ 1,984 bilhão, ultrapassando a marca histórica de R$ 251,030 bilhões, segundo dados divulgados nesta quarta-feira, 6, pelo Banco Central. O resultado de julho, com depósitos totais somaram R$ 101,671 bilhões e superaram os saques de R$ 99,687 bilhões, foi o melhor do ano. Houve, ainda, o rendimento de R$ 1,480 bilhão dos depósitos já existentes.

Apesar deste resultado, a captação líquida da poupança nos sete primeiros meses de 2008 caiu 47,7% na comparação com igual período do ano passado. De acordo com os dados do BC, de janeiro a julho as cadernetas atraíram R$ 6,419 bilhões em novos depositantes. Em igual período de 2007, o ingresso foi de R$ 12,281 bilhões.

Na comparação mensal entre os resultados de julho, a captação líquida da poupança caiu 43,4%. Em julho de 2007, o ingresso foi de R$ 3,508 bilhões. No mês passado, o valor caiu para R$ 1,984 bilhão.

Fonte: Estadao.com.br

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Semana promete fortes emoções

SÃO PAULO, 4 de agosto de 2008 - A semana promete fortes emoções no mercado financeiro mundial, com a agenda extensa de indicadores. Destaque para as reuniões de política monetária do Federal Reserve (Fed, Banco Central dos Estados Unidos) e dos bancos centrais da Europa e Inglaterra.

É praticamente unânime, entre os analistas e investidores, a expectativa de manutenção das taxas de juro nos três casos. Porém, eventuais sinalizações para as ações futuras dos BCs são suficientes para manter o clima de suspense, em uma quadro cheio de incertezas em meio à crise da economia global. Há pouco, o dólar subia 0,26%, cotado a R$ 1,564 na compra e R$ 1,566 na venda, após testar o nível de R$ 1,55 na semana passada, favorecido pelo fluxo positivo.

Nesta manhã, os investidores avaliam o resultado do PCE, índice de preços relacionado aos gastos com consumo. O índice mostrou variação de 0,3% em junho, acima do esperado, de alta de 0,2%. Já os gastos dos consumidores norte-americanos cresceram 0,6%, pouco acima do esperado.

O mercado também assimila o boletim Focus, que captou melhor a alteração no ritmo de alta da taxa Selic de 0,50 para 0,75 ponto percentual. Os analistas consultados elevaram para 14,50% a estimativa para o juro no final do mês, indicando um aumento de 1,5 ponto percentual para as próximas reuniões do Copom. Já a previsão para a inflação oficial em 2008 sofreu leve redução de 6,58% para 6,54%, mas ainda assim acima do teto da meta estabelecida pelo governo.

(Simone e Silva Bernardino - InvestNews)

Mercado reduz previsão de inflação em 2008 após 18 semanas, diz BC

da Folha Online

As previsões do mercado financeiro para a inflação caíram pela primeira vez após 18 semanas consecutivas de expectativas de alta, segundo o boletim Focus do Banco Central, divulgados nesta segunda-feira. O boletim também mostra a expectativa de aumento na Selic no fim deste ano.

A expectativa para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) neste ano, que serve como meta de inflação, recuou de 6,58% na semana passada para 6,54% na divulgação de hoje. O teto da meta de inflação para esse ano é de 6,50% (o centro da meta é de 4,5% com dois pontos percentuais de tolerância para cima e para baixo).

A expectativa do mercado para o IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna) recuou de 12,18% para 12.13%; e o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) teve a previsão diminuída de 12,04% para 12%. A expectativa para o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômica) passou de 6,69% para 6,53%.

Para 2009, a previsão para o IPCA manteve-se em 5%, acima do centro da meta, mas ainda dentro da margem de tolerância. Para o IGP-M ficou em 5,5% --mesma da semana passada. Houve mudança em relação ao IGP-DI, de 5,37% para 5,40%, e do IPC-Fipe, de 4,55% para 4,61%.

Juros

Os economistas ainda revisaram a previsão para a taxa Selic neste ano. No fim de julho, o BC aumentou os juros de 12,25% para 13% ao ano. Foi o maior aumento desde o início do governo Lula, numa tentativa de trazer a inflação de volta para o centro da meta no próximo ano.

Com isso, a previsão para a taxa no fim do ano passou de 14,25% para 14,50%. Para o final de 2009, a estimativa para a Selic foi mantida em 14% ao ano.

Para o PIB (Produto Interno Bruto), os economistas ouvidos pelo BC mantiveram a previsão de crescimento para este ano e para 2009 --em 4,80% e 3,90% respectivamente.

Lucro do Bradesco cresce 2,4% no primeiro semestre

da Folha Online

O lucro líquido do Bradesco no primeiro semestre deste ano foi de R$ 4,105 bilhões, um crescimento de 2,4% em relação ao registrado no mesmo período de 2007, R$ 4,007 bilhões. O lucro corresponde a R$ 1,34 por ação. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira.

A parte do lucro líquido correspondente a atividades financeiras foi de R$ 2,636 bilhões, ou 64% do total; R$ 1,469 bilhão veio das atividades do Bradesco Seguros e Previdência (36% do total).

O valor de mercado do Bradesco manteve-se estável em relação ao mesmo período do ano anterior, R$ 95,608 bilhões em junho deste ano. Os ativos totais em junho de 2008 registraram saldo de R$ 403,271 bilhões, um crescimento de 38,8% em relação ao mesmo período de 2007.

A carteira de crédito atingiu R$ 181,602 bilhões, uma expansão de 38,8% em relação a igual período do ano anterior. As operações com pessoas físicas totalizaram R$ 65,872 bilhões (crescimento de 32,2%) enquanto as operações com pessoas jurídicas atingiram R$ 115,730 bilhões (crescimento de 42,9%).

O patrimônio líquido ficou em R$ 33,711 bilhões no semestre passado, um crescimento de 22,5% sobre igual período do ano anterior. A remuneração aos acionistas --na forma de juros sobre o capital próprio e dividendos pagos e provisionados no período-- somou R$ 1,459 bilhão (35,5% do lucro líquido do mesmo semestre).

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

GM tem prejuízo de US$ 15,5 bi no 2º trimestre

WASHINGTON - A montadora americana General Motors (GM) registrou prejuízo de US$ 15,5 bilhões (US$ 27,33 por ação) no segundo trimestre deste ano, refletindo despesas e baixas contábeis de US$ 9,1 bilhões no período e um forte declínio nas vendas na América do Norte. Excluindo itens especiais, o prejuízo foi de US$ 6,3 bilhões (US$ 11,21 por ação), bem acima da perda de US$ 2,62 por ação prevista pelos economistas ouvidos. No segundo trimestre do ano passado, a companhia havia obtido lucro líquido de US$ 891 milhões (US$ 1,56 por ação).

A companhia, alertou em meados de julho, que iria registrar "um significativo prejuízo no segundo trimestre". No entanto, os números divulgados foram muito piores do que os analistas esperavam e apontam para os enormes desafios que a GM enfrenta, conforme os compradores se distanciam de seus produtos mais lucrativos.

A receita da empresa entre abril e junho de 2008 caiu 18%, para US$ 38,2 bilhões, abaixo das estimativas de US$ 44,57 bilhões dos analistas. O nível de caixa da GM no segundo trimestre caiu para US$ 21 bilhões, em comparação aos US$ 23,9 bilhões registrados no fim do primeiro trimestre de 2008.


Regiões

A operação da GM na América Latina foi um ponto positivo. Na região, o lucro subiu para US$ 445 milhões no segundo trimestre deste ano, de US$ 296 milhões no mesmo período do ano passado. No entanto, na Ásia a companhia obteve prejuízo e na Europa os lucros despencaram 94%.

Excluindo despesas, a divisão americana da GM teve prejuízo de US$ 4,3 bilhões, conforme a receita caiu um terço, para US$ 19,8 bilhões, reduzindo a participação de mercado para 20,2%, ante os 22,7% anteriores. As informações são da Dow Jones.

DANIELLE CHAVES - Agencia Estado

Santander confirma que negocia venda de banco com a Venezuela

da Efe, em Madri
da Folha Online

O Grupo Santander confirmou nesta sexta-feira que mantém negociações com o governo venezuelano para vender a filial do banco no país, uma das principais instituições financeiras venezuelanas.

Em um comunicado, a entidade presidida por Emilio Botín reconheceu que pretendia vender o banco a um investidor privado venezuelano, para o que foram alcançados “determinados compromissos” sem chegar a acordar a compra e venda.

O banco espanhol soube, então, do interesse do presidente venezuelano, Hugo Chávez, de nacionalizar o Banco da Venezuela, filial do grupo, o que fez com que atualmente haja “conversas” entre ambas as partes.

Fontes do mercado avaliam a filial venezuelana do Santander entre US$ 1,2 bilhão e US$ 1,9 bilhão, embora a entidade espanhola não tenha confirmado estes números.

A vice-presidente do governo, María Teresa Fernández de la Vega, considerou hoje “muito provável” que se alcance um acordo “em breve”, e afirmou que “não há nem vai haver qualquer tipo de intervenção” por parte do Executivo espanhol.

Em sua opinião, é uma negociação “completamente respeitosa e normal, sem qualquer tipo de problemática especial”. Segundo os resultados do primeiro semestre do Grupo Santander, o Banco da Venezuela tem uma parcela de 11,8% em créditos e de 10,7% em depósitos.

Em 30 de junho, a filial contava com 285 escritórios e 3 milhões de clientes e, segundo dados da seção sindical da central UGT do Santander, havia 4.565 funcionários, dos quais 58% eram mulheres e 42% homens.

O Banco da Venezuela, cujo 80% do controle foi adquirido pelo Santander em 1996, obteve um lucro líquido atribuído de 109 milhões de euros até junho, 29% a mais que no mesmo período de 2007.

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A informação havia sido divulgada na quinta-feira pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez.

“Vamos nacionalizar o Banco de Venezuela. Chamei o [grupo Santander] para que comecemos e negociar”, disse Chávez em um discurso transmitido pelo rádio e pela TV.

“Eles queriam vender o banco a um banqueiro venezuelano mas eu, como chefe de Estado, disse não. Que o vendam ao governo, ao Estado. Vamos recuperar o Banco da Venezuela, nos faz muita falta um banco dessa magnitude”, disse o presidente venezuelano em anúncio na TV.

De acordo com Chávez, a nacionalização gerará na Espanha “uma verdadeira campanha” contra ele. “Não faltarão os meios de comunicação da Espanha (…) para prejudicar as relações que acabamos de retomar”, disse o presidente, referindo-se à visita da semana passada ao rei Juan Carlos 1º e ao presidente de governo espanhol José Luis Rodríguez Zapatero.

O encontro com o rei foi o primeiro desde a ocasião em que o monarca pediu que se calasse, durante a Cúpula Ibero-Americana de Santiago do Chile, em novembro de 2007.

Desde 2007, Chávez ordenou a nacionalização das companhias de telecomunicações e de eletricidade, da siderurgia e das cimenteiras Cemex (México), Lafarge (França) e Holcim (Suíça). Até o momento, as nacionalizações ocorreram depois de acordos econômicos.